Menu

AMEAÇA AO MUNDO LIVRE

O que se esconde atrás da fachada de bom moço do BRICS?

Bloco reúne as maiores nações não livres do mundo e tem potencial atômico

publicidade

O BRICS surgiu como um bloco que reúne as maiores economias emergentes do mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2024, se associaram ao grupo o Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã. Neste ano, houve a adesão da Indonésia.  Há ainda os países parceiros, como Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Nigéria.

Ao contrário da União Europeia e do Mercosul, o BRICS não é um bloco comercial. Ele surgiu como uma aliança voltada para o desenvolvimento econômico e a cooperação política entre os países do chamado sul global. Juntos, esses países representam cerca de 40% da população do planeta, mais de 29% da economia mundial e de 20% de todo o comércio do globo, com destaque para combustíveis, minérios e grãos.

Mas o que ninguém fala?

Os países integrantes do BRICS e seus associados/parceiros apresentam uma diversidade de regimes de governo, mas de modo geral, muitos deles compartilham características autoritárias ou semiautoritárias, com forte controle estatal sobre instituições, imprensa e oposição política. Em muitos casos, há também presença marcante de ideologias de esquerda, nacionalismo econômico ou populismo autoritário.

Os BRICS e seus parceiros representam uma aliança geopolítica que compartilham uma tendência de afastamento de modelos democráticos liberais tradicionais. Há uma forte presença de regimes não totalmente livres, com predomínio de governos autoritários, populistas ou ideologicamente alinhados contra o modelo ocidental. Essa aliança concentra grande parte da população mundial sob modelos políticos com graus variados de liberdade restrita.

Leia Também:  Projeto prevê castração química para quem praticar o crime de zoofilia

Banco

O BRICS criou em 2014 o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) com um capital inicial de US$ 50 bilhões sob o pretexto de financiar supostos projetos sustentáveis e de infraestrutura nos países membros e nas nações em desenvolvimento, mas pode ser um meio de concentrar instrumentos de financiamento de ditaduras e regimes autoritários, que sejam alvo de sanções do mundo livre.

Moeda

Os países do bloco já discutem o uso de moedas locais nas trocas comerciais. Um meio de deslocar do modelo econômico centrado no dólar. Esse passo tem potencial de criar ao tão desejada centralização de um governo global, que tem sido debatido e já não é apenas um sonho, mas um projeto concreto na mente dos maiores líderes do BRICS.

Tendência geral nos BRICS e associados:

  • Predominância de regimes autoritários ou semiautoritários: A maioria dos membros do BRICS e seus novos associados (BRICS+) não são classificados como livres.
  • Influência de ideologias de esquerda ou antiocidentais: Embora nem todos sejam de esquerda (ex: Índia e Arábia Saudita), há forte oposição à hegemonia ocidental, aos EUA e à ordem liberal internacional, o que os aproxima ideologicamente no campo geopolítico.
  • Consolidação de regimes centralizadores: Em grande parte desses países, há centralização do poder, restrição de liberdades civis e políticas, e perseguição à oposição.

Países membros do BRICS (originais e expandidos)

País Regime de Governo Grau de Liberdade (segundo Freedom House 2024) Considerações Ideológicas
Brasil Democracia presidencialista Livre Governo atual (Lula) com viés de esquerda moderada; alternância democrática garantida.
Rússia Regime autoritário Não livre Governo de Vladimir Putin, com características autocráticas, repressão à oposição e censura. Nacionalismo conservador com retórica antiocidental.
Índia Democracia parlamentar Parcialmente livre Governo nacionalista (direita hindu), mas instituições democráticas ainda funcionam, com preocupações crescentes sobre liberdade de imprensa e minorias.
China Regime autoritário de partido único (PCCh) Não livre Regime comunista com forte controle estatal, censura e repressão política.
África do Sul Democracia parlamentar Livre País democrático, mas com desafios institucionais. Governo liderado historicamente por partido de esquerda (ANC).
Leia Também:  Senado aprova aumento de penas para crimes em instituições de ensino

Países adicionados ao BRICS+ (em 2024)

País Regime de Governo Grau de Liberdade (Freedom House) Considerações Ideológicas
Irã Teocracia autoritária Não livre Governo religioso autoritário com repressão extrema.
Arábia Saudita Monarquia absoluta Não livre Ausência de eleições nacionais, severas restrições de direitos civis.
Emirados Árabes Unidos Monarquia federal autoritária Não livre Governo centralizado com fachada institucional.
Egito Regime autoritário militarizado Não livre Regime de Sisi é fortemente repressivo, com forte militarização do poder.
Etiópia Regime híbrido (semiautoritário) Parcialmente livre / Não livre Conflitos internos, repressão à oposição, embora com alguma estrutura eleitoral.
Argentina Democracia presidencialista Livre Recentemente governada por governos de esquerda e centro-esquerda, atualmente sob Javier Milei (liberal). Alternância democrática estável.

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade