Ex-ministros do governo Jair Bolsonaro prestaram depoimentos na terça-feira (27) ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Durante as oitivas, os ex-auxiliares negaram envolvimento em qualquer plano golpista e defenderam a legalidade das ações tomadas durante seus mandatos.
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, afirmou que participou de uma reunião ministerial em 5 de julho de 2022, gravada pelo tenente-coronel Mauro Cid, mas desconhecia que estava sendo filmado. Segundo Torres, o encontro teve como objetivo alinhar as ações dos ministros para o processo eleitoral e não discutiu qualquer plano de golpe. Ele também ressaltou que, caso tivesse conhecimento de tais intenções, teria pedido demissão imediatamente.
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, classificou as anotações encontradas em sua residência como um “apanhado de ideias” e não como um plano articulado. Ele argumentou que o uso dessas anotações como prova seria um “verdadeiro terraplanismo argumentativo”.
Outros ex-ministros, como Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, também negaram qualquer envolvimento em atividades ilegais e reforçaram a confiança nas instituições democráticas.
Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou evidências que indicam a participação de membros do governo Bolsonaro em ações que questionaram a legitimidade das eleições de 2022 e buscaram enfraquecer instituições como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, destacou que a investigação visa esclarecer os fatos e garantir a responsabilização de eventuais envolvidos em ações que atentem contra o Estado Democrático de Direito.
O julgamento sobre a admissibilidade da denúncia contra Bolsonaro e outros membros do governo está previsto para ocorrer em breve, com a expectativa de que o STF se pronuncie nas próximas semanas.

Fontes: Revista Oeste / CBN Rádio / STF Notícias / OUL Notícias / Agência Brasil























