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INDEPENDÊNCIA7 de Setembro: soberania vai além do grito do Ipiranga

Artigo analisa processo de independência do Brasil, desde a chegada da corte em 1808 até o reconhecimento em 1825, e destaca a importância da construção diária da soberania.

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Nesta quinta-feira, 7 de setembro, o Brasil celebra o 201º aniversário de sua independência. A data remete ao episódio em que Dom Pedro I proclamou a separação de Portugal às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, em 1822. No entanto, historiadores destacam que o processo de independência não se deu em um único ato, mas sim por meio de uma sequência de eventos políticos, militares e diplomáticos que se estenderam por anos.

O caminho até a independência começou em 1808, com a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, fugindo das invasões napoleônicas. Esse movimento resultou na abertura dos portos brasileiros às nações amigas e, em 1815, o país foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Pouco depois, a Revolução Liberal do Porto, em 1820, pressionou pela volta da corte a Lisboa e pela redução da autonomia brasileira, gerando tensões que culminaram no Dia do Fico, em janeiro de 1822, quando Dom Pedro decidiu permanecer no Brasil.

A consolidação da soberania, contudo, exigiu conflitos armados em diversas províncias, como Bahia, Piauí, Maranhão e Grão-Pará, onde tropas portuguesas foram expulsas após batalhas como a do Jenipapo. O reconhecimento internacional veio gradualmente: os Estados Unidos reconheceram a independência em 1824, e Portugal, em 1825. Nesse cenário, foi instituída a monarquia constitucional com a Constituição de 1824, embora estruturas como a escravidão e o poder latifundiário tenham sido mantidas, deixando heranças que perduram até hoje.

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Para o historiador Carlos Lima, da Universidade Federal do Acre, a data é um convite à reflexão: “A independência não foi um grito isolado, mas um processo contínuo. O desafio atual é transformar a soberania em desenvolvimento e justiça social, o que exige engajamento diário dos cidadãos”. Nesse sentido, a coragem de buscar conhecimento, trabalhar com ética e participar da vida comunitária são formas de construir um país mais autônomo e igualitário. Olhar para o futuro, segundo especialistas, implica não apenas celebrar o passado, mas agir no presente para superar as desigualdades históricas e garantir oportunidades para todos.

Fonte: Pref. Feijó

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