O Vasco teve o apoio da torcida e buscou o gol, mas parou nas defesas do goleiro Gastón Olveira e no bloqueio defensivo do Olimpia. O empate por 0 a 0, na noite desta quinta-feira, em São Januário, deixou a decisão da vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana para o jogo de volta, na próxima quinta, no Defensores del Chaco, no Paraguai.
Para avançar no tempo normal, o time carioca precisará vencer. Qualquer igualdade leva a decisão para os pênaltis. Antes disso, no domingo, a equipe de Pedro Emanuel enfrenta o Santos, novamente em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro, onde vive momento delicado, lutando para deixar a zona de rebaixamento.
O confronto começou com o Vasco dominante, tendo mais posse de bola e presença constante no ataque. O time pressionava a saída de bola paraguaia, mas esbarrava na marcação forte do Olimpia, que se postava na intermediária para reduzir os espaços. Em alguns lances, a equipe da casa errava na decisão final, seja no passe ou na finalização.
Pedro Emanuel orientou uma linha de marcação mais alta, e o time passou a ditar o ritmo, apostando na movimentação dos atacantes para encontrar brechas. O Olimpia, por sua vez, adotou postura reativa, esperando o Vasco para explorar contra-ataques. Os paraguaios até conseguiram avançar em velocidade em algumas ocasiões, mas sem criar grandes oportunidades.
A torcida vascaína reclamou bastante da arbitragem, especialmente por considerar que o time adversário usava de “cera” para quebrar o ritmo. As reclamações aumentaram com a demora nas reposições de bola e nos atendimentos médicos em campo.
No segundo tempo, o cenário se repetiu: o Vasco mantinha a posse, empurrava o Olimpia para trás e criava chances, mas sem conseguir balançar a rede. A ansiedade tomou conta das arquibancadas. Pedro Emanuel tentou renovar o ataque com as entradas de Hinestroza e Spinelli, mas as jogadas passaram a ser, na maioria, bolas levantadas na área.
O treinador também promoveu as entradas de Ramon Rique e Lucas Piton, mas as triangulações e a troca de passes que antes funcionavam perderam eficiência pela falta de entrosamento do setor ofensivo. Quando o time diminuía o ritmo, a torcida voltava a empurrar.
Nos minutos finais, o Vasco se lançou ao ataque com tudo, mas os espaços no meio campo aumentaram, e o Olimpia quase aproveitou nos contra-ataques. O apito final confirmou o 0 a 0, deixando a decisão para Assunção, onde o Vasco precisa mostrar mais eficiência para seguir vivo no sonho continental.
Fonte: Ecos da Notícia





























