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TEREZA VICETereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro na chapa presidencial, dizem aliados

A senadora Tereza Cristina aceitou ser vice de Flávio Bolsonaro, mas a decisão ainda depende dos diretórios estaduais.

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Aliados do deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmam que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) concordou em ocupar a vice-presidência em sua chapa para a disputa presidencial. A informação foi divulgada pelo SBT News com base em fontes próximas ao parlamentar. No entanto, a oficialização do acordo está condicionada à conclusão de uma consulta junto às direções estaduais da federação formada pelo PP e pelo União Brasil.

Segundo as apurações, essa composição representaria uma virada no tabuleiro eleitoral do Partido Liberal, que enfrenta obstáculos para expandir sua rede de apoios. Além disso, marca uma reviravolta na postura pública de Tereza Cristina, que até então declarava como meta principal concorrer à presidência do Senado na próxima legislatura.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), teve participação direta nas conversas. Na quarta-feira (29), conforme a reportagem, ele ligou para o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, buscando viabilizar o nome da senadora como candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

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As articulações envolveram também empresários e dirigentes partidários. Na véspera do contato de Tarcísio com Ciro Nogueira, Tereza Cristina esteve em São Paulo, onde participou de encontros com representantes de federações, confederações e instituições bancárias. Durante essas reuniões, conforme a apuração, a senadora sinalizou aos presentes que aceitaria compor a chapa presidencial, diante das dificuldades do PL em fechar alianças. Ela também ressaltou que a decisão final dependeria da aprovação da federação PP-União Brasil.

A expectativa é que Tereza Cristina se encontre com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na segunda-feira (3), após o término da consulta aos diretórios estaduais. As movimentações aumentaram a pressão sobre Ciro Nogueira, que recebeu telefonemas de empresários defendendo o acordo. Após esses contatos, o dirigente do PP deu início a consultas às lideranças estaduais do partido. Procedimento semelhante foi adotado por Antônio Rueda, presidente do União Brasil.

As maiores objeções à aliança vêm das direções regionais do Norte e do Nordeste. Nesses estados, há o temor de que o apoio a um opositor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prejudique o desempenho das legendas nas eleições estaduais.

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Fonte: Brasil 247

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