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SAÚDERio Branco apresenta plano de georreferenciamento para reorganizar Atenção Primária à Saúde

Prefeitura de Rio Branco divulga plano para reorganizar a Atenção Primária à Saúde com georreferenciamento de imóveis e dados socioculturais, com vigência de 2025 a 2028.

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou nesta segunda-feira (14) o Plano de Implementação, Organização, Execução e Consolidação do Georreferenciamento de Imóveis, Sociocultural e em Saúde do Território da Atenção Primária à Saúde (APS). O documento define diretrizes para reorganizar e aprimorar a distribuição territorial dos serviços de saúde no município, levando em conta as características de cada região e as necessidades da população.

Com vigência prevista para o período de 2025 a 2028, o plano integra a Política Municipal de Reorganização e Aprimoramento do Território da APS e tem como base o Decreto Municipal nº 160, de 5 de fevereiro de 2026. Entre os principais objetivos está a utilização do georreferenciamento como ferramenta para organizar espacialmente a rede de Atenção Primária, contemplando as Unidades de Saúde da Família (USF), as equipes de Saúde da Família (eSF) e as microáreas de atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Na prática, a iniciativa permitirá identificar com maior precisão a localização dos moradores, dos domicílios, das áreas de maior vulnerabilidade e das características específicas de cada território. A proposta é utilizar essas informações para adequar a organização dos serviços à realidade das comunidades, abrangendo regiões urbanas, rurais, periurbanas e ribeirinhas. Além dos aspectos demográficos e geográficos, o plano considera fatores sociais, econômicos, culturais, de saúde e de segurança, permitindo um diagnóstico mais amplo das necessidades de cada localidade.

Para Elisangela dos Santos, Agente Comunitária de Saúde (ACS) e chefe da Divisão de Gestão Territorial da Secretaria Municipal de Saúde, o plano representa um avanço na forma de planejar a Atenção Primária a partir da realidade vivenciada pelas equipes nos territórios. “O território é onde a Atenção Primária realmente acontece. É onde o agente comunitário conhece as famílias, identifica as necessidades e percebe as dificuldades de acesso. Com esse plano, conseguimos transformar esse conhecimento em uma organização mais técnica e mais próxima da realidade de cada comunidade, fortalecendo o trabalho das equipes e melhorando a assistência à população”, destacou.

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A metodologia prevista no documento está dividida em três grandes etapas: levantamento e coleta de dados nos territórios; análise das informações e elaboração de croquis e mapas; e, posteriormente, digitalização e processamento dos dados. Todo o processo prevê a participação das equipes das unidades e dos profissionais que atuam diretamente nas comunidades.

Outro ponto central do plano é a organização das microáreas dos ACS. O documento estabelece critérios que consideram não apenas a quantidade de moradores e domicílios, mas também o grau de vulnerabilidade, as condições de acesso e as características específicas de cada território. Para a definição de locações e realocações dos agentes comunitários, também serão considerados os princípios de proximidade e vínculo territorial, fortalecendo a relação entre profissionais e moradores.

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Agentes Comunitários de Saúde, de Endemias, de Zoonoses e Técnicos em ACS e ACE de Rio Branco (STACEZTAERB) participa como instituição colaboradora do plano, que também contou com a contribuição de gestores, trabalhadores da saúde, equipes das unidades e agentes comunitários. Para Euderli Freire, ACS e presidente do STACEZTAERB, a construção conjunta é fundamental para garantir que a reorganização territorial considere tanto as necessidades da população quanto as condições de trabalho dos profissionais.

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“Esse plano nasce também da experiência de quem está todos os dias dentro dos territórios. Não é simplesmente dividir o município em áreas no mapa. É considerar distância, acesso, quantidade de famílias, vulnerabilidades e o vínculo que o ACS constrói com aquela comunidade. Quando gestão e trabalhadores constroem juntos, conseguimos avançar para uma organização mais justa tanto para a população quanto para os profissionais”, afirmou Euderli Freire.

O plano prevê uma implementação gradual e progressiva. A Unidade de Saúde da Família Mariano Gonzaga de Oliveira, pertencente ao segmento da URAP Rosângela Pimentel Figueira, na Regional Calafate, foi definida como unidade-piloto para o início dos trabalhos. A partir dessa experiência, o processo será expandido para outras unidades e territórios da Atenção Primária do município.

Com a iniciativa, a Prefeitura de Rio Branco busca construir uma base territorial mais atualizada e organizada, permitindo que o planejamento da saúde municipal esteja cada vez mais alinhado às características e necessidades de cada comunidade, fortalecendo o vínculo entre as equipes da Atenção Primária e a população. O documento completo está disponível para consulta pública por meio de link divulgado pela prefeitura.

Fonte: Pref. de Rio Branco

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