O monitoramento dos rios no Acre revelou situações contrastantes entre as principais estações de medição. Enquanto a capital registrou elevação no nível das águas, outro município apresentou redução contínua, chegando a ficar abaixo do patamar considerado crítico para o período de seca. As informações constam no relatório de acompanhamento das bacias dos rios Purus, Juruá e Acre, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) na última segunda-feira, 17.
Os dados são coletados por meio do sistema de hidrotelemetria da agência, que permite o acompanhamento em tempo real das variações nos mananciais. O boletim aponta diferenças significativas no comportamento dos rios em um curto intervalo de tempo, o que reforça a necessidade de atenção das autoridades locais e da população ribeirinha.
Na estação localizada em Rio Branco, o Rio Acre atingiu 210 centímetros no dia 17. Esse número representa um acréscimo de 17 centímetros quando comparado aos 193 centímetros registrados no dia 13. Somente entre domingo (16) e segunda-feira (17), o nível subiu de 203 para 210 centímetros, um avanço de sete centímetros em menos de 24 horas.
Apesar da alta recente, o manancial ainda se encontra dentro da faixa considerada de estiagem. A cota de referência utilizada pela ANA para a estação da capital é de 146 centímetros, o que indica que o nível atual está 64 centímetros acima desse limite. Essa margem, embora positiva, ainda não elimina o cenário de seca que afeta a região.
Na estação de Brasiléia, a realidade é oposta. O Rio Acre marcou 101 centímetros no dia 17, uma queda de 20 centímetros em relação aos 121 centímetros observados no dia 13. A redução foi constante ao longo dos últimos dias: o nível passou para 115 no dia 14, recuou para 105 no dia 15, chegou a 103 no dia 16 e fechou em 101 centímetros na segunda-feira.
Com esse declínio, o rio em Brasiléia está 13 centímetros abaixo da cota de estiagem estabelecida pela ANA, que é de 114 centímetros para essa localidade. No dia 14, a diferença ainda era de apenas um centímetro positivo, mas a tendência de queda rapidamente inverteu o cenário.
Em Xapuri, o Rio Acre também apresentou diminuição no nível. A estação local registrou 198 centímetros no dia 17, o que representa uma queda de 13 centímetros desde o dia 14, quando o manancial chegou a 215 centímetros. A referência para estiagem naquele ponto é de 177 centímetros, portanto a marca atual está 21 centímetros acima do limite mínimo.
No Rio Iaco, em Sena Madureira, o nível medido foi de 133 centímetros no dia 17. Esse número é 25 centímetros inferior ao pico de 158 centímetros registrado no dia 14. A cota de estiagem para a estação é de 67 centímetros, o que coloca a medição atual 66 centímetros acima do patamar crítico.
O boletim da ANA também trouxe dados sobre o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde o nível chegou a 443 centímetros no dia 17. Houve uma redução gradual em relação aos 454 centímetros verificados no dia 13. A referência de estiagem para essa estação é de 397 centímetros, deixando a medição 46 centímetros acima do limite.
Em Marechal Thaumaturgo, também no Rio Juruá, o nível observado foi de 273 centímetros no dia 17, sete centímetros a menos do que os 280 centímetros registrados no dia 13. A cota de estiagem local é de 185 centímetros, o que indica uma margem de segurança de 88 centímetros.
Os dados divulgados pela ANA reforçam a importância do monitoramento constante dos rios na região, especialmente durante o período de estiagem, quando os níveis podem variar rapidamente e impactar o abastecimento de água, a navegação e as atividades econômicas locais.
Fonte: A Gazeta do Acre




























