Nos últimos anos, a direita brasileira tem assistido ao surgimento de novos personagens que se apresentam como defensores ferrenhos da liberdade, da Constituição e da resistência ao ativismo judicial do regime lulopetista. Entre esses nomes, nenhum cresceu tão rápido – e tão envolto em controvérsias – quanto o advogado paranaense Jeffrey Chiquini.
Criminalista, professor universitário e defensor de réus do 8 de janeiro, Chiquini ganhou projeção nacional ao enfrentar o ministro Alexandre de Moraes, denunciar arbitrariedades processuais e personificar um discurso combativo contra o STF. Mas, paralelamente, cresce a percepção de que sua postura lembra demais uma figura conhecida da política recente: Joice Hasselmann, também do Paraná, que ascendeu como “heroína da direita” antes de virar símbolo de oportunismo e contradição.
E a pergunta é inevitável: estaríamos diante de uma nova Joice — desta vez, com gravata? 🕵️♂️
🌐 Conhecer para não errar
Jeffrey Chiquini é advogado criminalista, mestre em Direito Penal e professor. Atua no Paraná, lecionando Direito Penal e Processo Penal, além de manter forte presença digital, onde mistura palestras jurídicas, comentários políticos e convocações para mobilizações nacionais.
Sua projeção maior veio ao assumir a defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, no âmbito dos processos do 8 de janeiro. A partir daí, tornou-se um nome recorrente em transmissões, manifestações e debates envolvendo violações de garantias constitucionais, prisões arbitrárias e o avanço do autoritarismo togado.
Chiquini afirma que o julgamento dos réus do 8/1 representa “a maior aberração jurídica da história”, alegando quebra do devido processo legal, manipulação de provas e restrição à ampla defesa. Mais do que um advogado, tornou-se um símbolo de resistência – papel que ele próprio estimula com discursos emocionados, lives inflamadas e apelos à mobilização popular.
🔥 A retórica do confronto
Chiquini incorporou um estilo combativo que a direita reconhece: crítica dura ao STF, denúncia de perseguição política, enfrentamento verbal e a imagem de “advogado mártir” diante de um sistema que tenta silenciá-lo.
Até aí, nada problemático. A direita precisa de vozes firmes.
O problema – e onde o alerta se acende – é quando a retórica se transforma em espetáculo.
A linguagem dramática, a constante autoprojeção como protagonista da luta, o uso intensivo de redes sociais, vídeos e performances públicas lembram demais o estilo de Joice Hasselmann, cujo percurso todos aprendemos a observar com cautela.
🟡 As semelhanças incômodas com Joice Hasselmann
Não se trata de coincidência isolada. As comparações são quase inevitáveis:
✔️ Origem paranaense
Ambos surgem do Paraná, estado marcado pela militância conservadora e por figuras capazes de mobilizar multidões.
✔️ Defesas apaixonadas – às vezes teatrais 🎭
Assim como Joice defendia Bolsonaro com fervor quase coreografado, Chiquini se lança contra o STF em discursos que combinam drama, heroísmo e autoexaltação.
✔️ Protagonismo calculado
Joice buscou holofotes – e os holofotes responderam.
Chiquini segue a mesma trilha: lives diárias, convocação de atos, “comunidade” com seu nome, marketing pessoal constante.
✔️ Contradições e ataques à própria direita
Joice começou defendendo a direita, depois passou a atacá-la.
Chiquini, ainda que defensor do bolsonarismo, já teceu críticas pontuais a lideranças conservadoras, o que desperta desconfiança sobre sua fidelidade ideológica.
✔️ Postura pseudo-heróica 🦸
Ambos se apresentam como figuras únicas capazes de “salvar o país”, “enfrentar o sistema” e “liderar o povo”.
Daí a ironia inevitável:
tem cheiro de Hasselmann, tem jeito de Hasselmann, tem DNA de Hasselmann… só pode ser uma Joice Hasselmann de calças.
⚠️ Atenção: a direita não pode repetir erros
O Brasil vive a maior crise institucional de sua história recente. Há presos políticos, censura crescente, perseguição a opositores e destruição acelerada das liberdades civis. O país precisa de líderes firmes, preparados e verdadeiros – não de personagens sedentos por fama, narrativa e capital político.
O risco de Chiquini é justamente este:
- confundir coragem com autopromoção; confundir defesa jurídica com espetáculo; confundir causa com carreira.
A direita, vacinada após ser usada por oportunistas, deve manter o olhar atento.
🛡️ A luta pela liberdade é maior que qualquer personagem
Jeffrey Chiquini pode representar um aliado importante contra o autoritarismo judicial e a perseguição aos patriotas do 8 de janeiro. Sua atuação jurídica e sua disposição de enfrentar o STF merecem reconhecimento.
Mas o Portal Acre Conservador — fiel ao conservadorismo responsável, moral, institucional e pró-liberdade — precisa emitir um alerta honesto:
- a defesa da liberdade não pode ser sequestrada por vaidades individuais.
O Brasil precisa de homens sérios, com valores sólidos, coerência e compromisso com o bem comum — não de versões recicladas de políticos que já tiveram sua máscara caída.
📌 Então…
Jeffrey Chiquini é, hoje, um personagem relevante dentro da direita. Mas sua semelhança com Joice Hasselmann não pode ser ignorada.
A História ensinou:
- quem entra na política buscando aplausos, termina servindo ao próprio ego — nunca à nação.
Reportagem | Portal Acre Conservador
* da Redação.































