O prefeito Tião Bocalom, anunciou oficialmente sua filiação ao PSDB. O anúncio foi feito em suas redes sociais ao lado do presidente nacional da sigla, Aécio Neves, confirmando que o prefeito entrará na disputa pelo Governo do Estado em 2026.
A decisão ocorre após o PL — sob influência do senador Márcio Bittar e do governador Gladson Cameli — fechar apoio à pré-candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo, deixando Bocalom sem espaço na legenda para seus planos majoritários.
Bocalom correu atrás do prejuízo e agora conseguiu uma legenda para disputar a eleição. Resta saber se ele vai conseguir juntar pessoas ao seu projeto, especialmente, o eleitor de Rio Branco que ainda lembra da promessa que o prefeito fez de concluir seu segundo mandato.
O “voo” de Bocalom e o compromisso com o PSDB
O retorno ao PSDB marca uma tentativa de Bocalom de liderar um projeto próprio, livre das amarras das coalizões que hoje dominam o Palácio Rio Branco. Entre os compromissos firmados com a cúpula nacional tucana, Bocalom prometeu eleger ao menos um deputado federal pelo Acre, visando fortalecer a bancada do partido em Brasília.
Para o eleitor conservador, a saída do PL levanta um alerta. O PL é a casa do Bolsonarismo; ao migrar para o PSDB, Bocalom se aproxima de uma ala que, historicamente, flerta com a social-democracia. O desafio do prefeito será manter sua base conservadora fiel enquanto caminha sob uma nova legenda.
A inauguração do viaduto da AABB: obra e simbolismo
Coincidindo com o anúncio da filiação, Bocalom inaugura nesta sexta-feira (20) o Viaduto Mamédio Bittar (AABB). A obra, que levou quase dois anos para ser concluída, é mais um grande trunfo de sua gestão municipal e será usada como vitrine de eficiência administrativa para sua pré-campanha ao governo.
- Investimento: Aproximadamente R$ 24 milhões.
- Impacto: Melhora no fluxo de mais de 15 mil veículos diários.
- Bastidores: A inauguração servirá como o primeiro grande palanque “tucano” de Bocalom na capital.
O cenário eleitoral e o risco da “desbolsonarização”
Com a chapa governista se desenhando com Mailza Assis (Governo), Gladson Cameli (Senado) e Márcio Bittar (Senado), Bocalom agora corre contra o tempo para estruturar suas chapas proporcionais. O PSDB no Acre, que estava em processo de reconstrução, precisará de fôlego para atrair nomes competitivos ao Senado, Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.
Uma pergunta ecoa entre os patriotas do Acre: Bocalom vai se “desbolsonarizar”?
Se o PSDB Nacional confirmar apoio a nomes como Ratinho Júnior para a Presidência, o prefeito terá que equilibrar seu histórico de lealdade a Jair Bolsonaro com as diretrizes de seu novo partido. A independência financeira e a liberdade de expressão são inegociáveis; resta saber se o novo ninho de Bocalom garantirá esses princípios.
Redação | Acre Conservador




























