Nas universidades, nas redes sociais e em protestos no Ocidente, é cada vez mais comum ver movimentos progressistas se posicionando em apoio ao Irã e ao Hamas, em nome de uma suposta “luta anti-imperialista”. Curiosamente, esses mesmos grupos se dizem defensores da liberdade, da democracia, do feminismo, da causa LGBTQIA+ e dos direitos humanos.
A contradição é brutal.
O Irã é uma teocracia xiita onde mulheres são obrigadas a usar véu, homossexuais são enforcados em praça pública, jornalistas são presos, redes sociais são bloqueadas e ativistas desaparecem. O Hamas, grupo terrorista que governa Gaza, proíbe eleições livres, persegue cristãos e gays, impõe a sharia com rigor e usa civis como escudos humanos em seus confrontos com Israel.
Apesar disso, há quem pinte o Irã como “resistente” e o Hamas como “revolucionário”. Para muitos progressistas, o inimigo a ser combatido é sempre o mesmo: o Ocidente democrático, capitalista e, em especial, Israel, a única democracia estável do Oriente Médio.
Essa lógica distorcida é resultado de décadas de doutrinação ideológica nas universidades e da apropriação política de pautas identitárias. Movimentos que deveriam lutar contra a opressão acabam passando pano para regimes totalitários, desde que eles se oponham aos valores do Ocidente livre.
A hipocrisia vai além: quem protesta contra Israel muitas vezes silencia sobre a China, que mantém campos de concentração para uigures muçulmanos; ou sobre Cuba e Venezuela, onde opositores apodrecem nas prisões. Quando a ideologia fala mais alto que os princípios, a moral se torna seletiva — e o discurso perde a credibilidade.
A liberdade de expressão, o voto popular, a separação entre religião e Estado, os direitos das mulheres e das minorias — tudo isso é sistematicamente negado por regimes apoiados por setores da esquerda global. O “progressismo” que se cala diante disso não é progressista. É cúmplice, comunista e assassino.
Redação Acre Conservador






























