A ponte sobre o Rio Caeté, em Sena Madureira (AC), que desabou no início da noite desta sexta-feira (5), havia sido inaugurada há dois anos e meio. A estrutura de 232 metros de extensão custou R$ 36 milhões e liga distritos da cidade ao centro. Nomeada em homenagem ao Frei Paolino Baldassari, a ponte foi construída pela Construtora Cidade Ltda., que agora será notificada para analisar as medidas cabíveis.
O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) informou que o tráfego na ponte havia sido interrompido na quinta-feira (4) após a detecção de uma fenda na estrutura. A vistoria técnica realizada no último dia 28 já havia identificado o problema. Em nota, o órgão afirmou que não há previsão de liberação da via e que a circulação está sendo desviada para outra ponte metálica, conhecida como pontilhão.
Segundo o Deracre, a última intervenção na ponte ocorreu no ano passado, quando não foram identificadas rachaduras ou comprometimento estrutural. No entanto, o desabamento foi causado pelo fenômeno das “terras caídas”, comum na região amazônica, que resulta do colapso ou erosão acelerada das margens do rio, especialmente em áreas de alta declividade.
Esta é a segunda ponte interditada no município em menos de 24 horas. Ainda nesta sexta-feira, a ponte sobre o Rio Caeté, na BR-364, que liga Sena Madureira ao Vale do Juruá, será interditada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) após movimentação do solo na região. A situação preocupa moradores e autoridades locais, que dependem das pontes para deslocamento e escoamento de produção.
Fonte: Com informações do G1





























