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ECONOMIAPIB brasileiro cresce 0,3% no 2º trimestre, mas perde ritmo

Atividade econômica desacelera, com alta de 0,3% no trimestre, após avanço de 1% no início do ano.

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O ritmo da atividade econômica no Brasil perdeu força entre abril e junho de 2026. Segundo o Monitor do PIB-FGV, divulgado nesta segunda-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou expansão de 0,3% na comparação com o trimestre anterior. Esse resultado representa uma desaceleração relevante frente ao avanço de 1,0% observado nos três primeiros meses do ano, na mesma base de comparação.

Em junho, a economia apresentou queda de 1,1% em relação a maio, já descontados os efeitos sazonais, que são ajustes para eliminar influências típicas de determinadas épocas do ano. Apesar do recuo mensal, na análise anual, o cenário ainda mostra crescimento: alta de 1,7% no segundo trimestre e de 1,9% em junho, ambos na comparação com os mesmos períodos de 2025. No acumulado de doze meses, a expansão é de 1,8%.

De acordo com a coordenadora do estudo, Juliana Trece, a desaceleração foi generalizada, atingindo os três grandes setores da economia: agropecuária, indústria e serviços. Também houve perda de dinamismo na maioria dos componentes da demanda. A exceção, segundo ela, foi o consumo das famílias, que manteve o mesmo ritmo de crescimento observado no início do ano.

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Em relação ao segundo trimestre de 2025, o consumo das famílias cresceu 2,6%. Todos os itens que compõem esse indicador avançaram, com destaque para os serviços e os bens duráveis, que deram as maiores contribuições para o resultado.

Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), também cresceram, mas em ritmo menor: alta de 1,6% na comparação anual. Enquanto o setor de máquinas e equipamentos voltou a registrar queda, construção e outros componentes ampliaram suas taxas de crescimento, puxando o indicador para cima.

No comércio exterior, as exportações cresceram 4,5% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2025, mas o ritmo foi menor do que o observado desde meados do ano passado. O avanço foi puxado por serviços, produtos agropecuários e bens intermediários, enquanto a indústria extrativa mineral apresentou retração. Já as importações subiram 5,7%, impulsionadas principalmente por serviços e bens de consumo. As compras externas de bens intermediários e de produtos da extrativa mineral caíram no período.

O Monitor do PIB-FGV também estima que o valor total do PIB no primeiro semestre de 2026 alcançou R$ 6,5 trilhões, em valores correntes. A taxa de investimento no segundo trimestre ficou em 18,5%. O indicador, que utiliza a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE, é divulgado mensalmente pela FGV para acompanhar a evolução da economia brasileira.

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Fonte: Revista Oeste

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