A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que integra o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, comunicou que solicitou abertura de inquérito à Polícia Federal para apurar a origem e o alcance do ataque hacker que gerou o disparo de um alerta falso para celulares em várias localidades do Brasil.
As investigações iniciais indicam que o incidente foi resultado de uma ação coordenada de invasão cibernética. Como medida de precaução, a plataforma de envio de alertas do sistema Defesa Civil Alerta foi desativada temporariamente. A secretaria afirmou, em nota oficial, que está empenhada em restabelecer o funcionamento do sistema assim que todas as condições de segurança forem garantidas.
Na madrugada desta quarta-feira, por volta de 1h30, os moradores de diversas regiões foram surpreendidos por um alarme sonoro emitido pelos celulares, classificado como alerta extremo – categoria geralmente reservada para comunicar desastres naturais iminentes. Além do som de sirene de alto volume, a mensagem exibia apenas o termo ‘misantropia’, que significa repulsa ou ódio à humanidade.
O sistema da Defesa Civil foi desenvolvido para notificar a população sobre riscos reais de desastres, como enchentes ou tempestades severas, em áreas sob ameaça imediata. Em setembro do ano passado, uma bateria de testes foi realizada durante a fase de implantação do serviço.
Para receber as notificações, não é necessário cadastro prévio. Os alertas são transmitidos com base na área de cobertura das antenas de celular, alcançando aparelhos compatíveis com redes 4G e 5G. O alerta extremo é o nível mais alto de gravidade do sistema. Por ser considerado de urgência máxima, o alarme é disparado mesmo que o telefone esteja configurado no modo silencioso.
Fonte: A Gazeta do Acre




























