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BRASIL REFÉM DO CRIME

PCC infiltra R$ 30 bi no setor de combustíveis

Receita Federal desmantela esquema de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais com fundos multimercado e postos
Os grupos criminosos movimentaram, de forma ilícita, aproximadamente R$ 140 bilhões. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Operação Carbono Oculto: Megaesquema do PCC no Setor de Combustíveis é Desmantelado

Na manhã desta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, autoridades brasileiras deflagraram a Operação Carbono Oculto, considerada a maior ação coordenada da história do país contra a infiltração do crime organizado na economia formal. A operação, que mobilizou cerca de 1.400 agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, ANP e outras instituições, visa desmantelar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Estrutura Criminosa Bilionária

A investigação revelou que o PCC controlava uma rede financeira complexa, utilizando fintechs e fundos de investimento para ocultar e lavar recursos ilícitos. Entre os alvos estão a Reag Investimentos e a Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, gestoras de fundos multimercado e imobiliários com patrimônio superior a R$ 30 bilhões. Esses fundos, frequentemente compostos por um único cotista, serviam como camadas de ocultação de patrimônio criminoso.

Além disso, a organização criminosa adquiriu ativos estratégicos, como quatro usinas de álcool, um terminal portuário, 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis em diversos estados, incluindo fazendas em São Paulo e uma residência de luxo em Trancoso, na Bahia.

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Impacto no Setor de Combustíveis

O esquema envolvia cerca de 1.000 postos de combustíveis em dez estados brasileiros, que movimentaram aproximadamente R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Desses, 140 postos sem operação real receberam mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis, supostamente para mascarar fluxos ilícitos. Além disso, uma fintech investigada atuava como um “banco paralelo”, movimentando R$ 46 bilhões não rastreáveis.

As fraudes fiscais e a sonegação de impostos resultaram em prejuízos estimados em mais de R$ 7,6 bilhões aos cofres públicos. A operação também identificou práticas de adulteração de combustíveis e “bomba baixa”, em que o volume abastecido era inferior ao indicado.

Prisões e Investigações em Andamento

Até o momento, seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos, incluindo indivíduos com histórico de envolvimento em atividades criminosas. Entre os alvos estão Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, apontados como líderes do esquema. Outros oito mandados permanecem em aberto, com investigações em andamento para localizar e prender os envolvidos.

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A operação também resultou no bloqueio e sequestro de mais de R$ 3,2 bilhões em bens e valores, incluindo imóveis, veículos e contas bancárias, visando garantir a recuperação dos recursos desviados.

Repercussão e Desdobramentos

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, classificou a operação como “uma das maiores da história contra o crime organizado”, destacando a importância da integração entre diferentes órgãos de segurança pública e a necessidade de fortalecer a legislação para combater a lavagem de dinheiro e a infiltração do crime organizado na economia.

As investigações continuam, com foco na expansão da organização criminosa para outros estados e na responsabilização dos envolvidos. Autoridades alertam para a necessidade de vigilância constante sobre o setor financeiro e a importância de aprimorar os mecanismos de controle para prevenir novas infiltrações criminosas.

Acompanhe o Portal Acre Conservador para mais atualizações sobre esta e outras operações de combate ao crime organizado.

Reportagem | Portal Acre Conservador
Com informações de Danúzio News / Jovem Pan / UOL Notícias / CNN Brasil / Infomoney

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