⚔️ Operação legítima e dentro da lei
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (28), o secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, apresentou o balanço da megaoperação realizada ontem nas zonas Norte e Oeste do Rio, classificando a ação como uma resposta legítima do Estado ao avanço do narcoterrorismo no país.
“Quero falar também para quem rotulou ou tentou rotular essa operação de chacina, maldosamente. Chacina é a morte indiscriminada, ilegal, de várias pessoas ao mesmo tempo, de maneira aleatória. O que nós fizemos ontem foi uma ação legítima do Estado para cumprimento de ordens judiciais”, declarou o secretário.
A operação, segundo o balanço oficial, cumpriu 180 mandados de busca e apreensão e cerca de 100 mandados de prisão expedidos pela Justiça fluminense. O saldo: 113 presos, 10 adolescentes apreendidos e 33 criminosos capturados vindos de outros estados.
💣 Armas, drogas e fuzis: o poder do crime
O secretário destacou o arsenal de guerra apreendido pelas forças de segurança — prova, segundo ele, da escalada militar das facções criminosas.
“Foram 118 armas apreendidas, das quais 91 eram fuzis, 26 pistolas e um revólver. Além disso, 14 artefatos explosivos, milhares de munições e centenas de carregadores. Toneladas de drogas ainda estão sendo contabilizadas”, afirmou.
O balanço ainda aponta 119 mortos, sendo 115 integrantes de facções narcoterroristas, Apenas quatro vítimas fatias, que são os policiais militares. O secretário fez questão de ressaltar que as únicas vítimas inocentes foram os agentes de segurança pública, mortos em combate durante o cumprimento das ordens judiciais.
“Quem optou pelo confronto foi neutralizado. A reação da polícia depende da ação do criminoso — é simples assim”, concluiu.
🚨 Narcoterrorismo e soberania nacional
A operação de ontem confirma um cenário já apontado por especialistas em segurança, como o ex-diretor do BOPE, Rodrigo Pimentel, que tem alertado para a expansão do narcoterrorismo e a perda de soberania em territórios dominados por facções como o Comando Vermelho.
Em entrevista recente, Pimentel afirmou que “milhares de famílias estão sendo expulsas de suas casas em Fortaleza, no Ceará, e em Salvador, na Bahia, por criminosos que exploram territórios inteiros, cobrando taxas, alugando imóveis e dominando serviços clandestinos”. Para ele, “o Brasil está diante de um conflito armado interno, não mais de simples criminalidade”.
🧭 Novas operações
A Secretaria de Segurança informou que novas fases da operação estão sendo planejadas, mas cobrou respaldo institucional e jurídico para o enfrentamento das facções.
“Não existe Estado Democrático de Direito onde o Estado não exerce autoridade sobre o território”, concluiu Victor dos Santos.
O narcoterrorismo brasileiro desafia a segurança nacional — e já começa a ser reconhecido por países vizinhos, como a Argentina, que classificou o Comando Vermelho e o PCC como organizações narcoterroristas.
Reportagem Portal Acre Conservador
* Com informações de Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.


























