O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), realizou na terça-feira, 21, no Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), a Oficina para Atendimento a Mulheres Indígenas em Situação de Violência Doméstica.
O objetivo é fortalecer a atuação das equipes técnicas e aprimorar os fluxos de atendimento a mulheres indígenas, levando em consideração as especificidades culturais, territoriais e de gênero, com foco em um atendimento humanizado e intercultural, reconhecendo suas realidades e modos de vida.
O público-alvo incluiu servidoras e servidores do CAV, Natera e Observatório de Violência de Gênero (ObsGênero), Ouvidoria, Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) e demais setores que atuam diretamente no acolhimento e acompanhamento de vítimas de violência.
A oficina contou com a participação de quatro convidados, que compartilharam diferentes perspectivas sobre o tema. O historiador Marcos Vinícius Neves fez uma contextualização histórica sobre as mulheres indígenas e as formas de violência, enquanto a indigenista Rose Padilha falou sobre os desafios de articulação entre as comunidades e a rede de proteção, trazendo uma visão técnica e de campo sobre o atendimento às mulheres indígenas.



Também contribuíram a coordenadora da Organização das Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia (Sitoakore), Gêmima Brandão Xiu Shanenawa, que abordou o papel das lideranças e das redes tradicionais de apoio, além da importância de um atendimento sensível às especificidades culturais; e o representante da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado, Jefferson Klayton Lopes.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC




























