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SEM TRÉGUA

Mendonça libera documentos da fraude no INSS à CPMI

STF permitirá acesso a investigações não sigilosas; acareações entre ex-ministros e dirigentes de associações estão previstas
A relatoria do processo no Supremo passou às mãos de Mendonça nesta semana, após o ministro Dias Toffoli perder o controle da investigação. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, deve liberar o acesso da CPMI do INSS a documentos relacionados às fraudes na Previdência Social, conforme confirmado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), após reunião no Supremo nesta quarta-feira (27).

Segundo os parlamentares, a comissão poderá receber apenas documentos que não sejam sigilosos e que não estejam sob apuração da Polícia Federal. “O ministro colocou com muita tranquilidade que o STF poderá colaborar naqueles documentos que não forem sigilosos. Está sob a responsabilidade dele uma investigação técnica, e, naquilo que for possível, haverá compartilhamento”, afirmou Viana.

A relatoria do processo no STF passou às mãos de Mendonça esta semana, após o ministro Dias Toffoli perder o controle da investigação. A redistribuição ocorreu a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e foi homologada pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

Acareações previstas

O senador Carlos Viana adiantou que a CPMI pode promover acareações entre ex-ministros da Previdência e dirigentes de associações envolvidas, caso sejam identificadas versões divergentes em depoimentos. “Se as informações que recebermos dos ministros não forem de acordo com o que os diretores dos sindicatos e das associações colocarem, teremos de fazer acareações para saber quem eventualmente teria mentido, e onde omitiram informações à CPMI”, explicou.

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A comissão aprovou o convite a todos os ex-ministros da Previdência entre 2015 e 2025, além da convocação de dez ex-presidentes do INSS e dirigentes de entidades citadas nas investigações.

Pressão sobre o governo

Com data final prevista para março de 2026, a CPMI do INSS surge como um novo foco de desgaste para o governo Lula neste segundo semestre. A oposição, com articulação silenciosa, conseguiu eleger o presidente e o relator da comissão, frustrando a tentativa do Planalto de manter controle político sobre os trabalhos.

Acompanhe diariamente o Portal Acre Conservador para não perder nenhuma atualização sobre as investigações da CPMI do INSS, as acareações e os desdobramentos que impactam diretamente a transparência e o combate à fraude no país.

Reportagem | Portal Acre Conservador
Com informações de Jovem Pan

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