Com uma malha viária rural que ultrapassa os 5 mil quilômetros, Rio Branco possui uma das maiores redes de ramais entre as capitais da Região Norte. São vias que não apenas conectam comunidades distantes à zona urbana, mas também são essenciais para o escoamento da produção agrícola, transporte escolar e acesso à saúde. Durante o chamado verão amazônico, período de estiagem que vai de junho a setembro, o desafio é ainda maior: aproveitar o tempo seco para garantir trafegabilidade durante todo o ano.
Diante dessa realidade, a Prefeitura de Rio Branco intensificou, em 2024, os serviços de recuperação e manutenção de ramais, fortalecendo sua atuação por meio de uma parceria estratégica com o Governo do Estado do Acre, via Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre).
Nos últimos quatro anos, mais de 5 mil quilômetros de ramais foram recuperados, incluindo a construção de pontes e instalação de bueiros. Somente de janeiro a julho deste ano, mais de 400 km já receberam melhorias estruturais.
Parceria que gera resultado: Prefeitura e Estado somam esforços
A cooperação entre o município e o Estado se baseia na divisão de responsabilidades: a Prefeitura fornece os insumos e massa asfáltica, enquanto o Deracre disponibiliza máquinas e equipes técnicas. O modelo de colaboração não só garante economia de recursos públicos, como também acelera as entregas à população.
De acordo com Valdemir Conceição Albuquerque, encarregado de campo do Deracre, a iniciativa conjunta é fundamental para garantir acesso de qualidade às comunidades rurais, permitindo o escoamento da produção e o deslocamento seguro de moradores, estudantes e produtores.
“A união dos entes públicos tem dado resultado, especialmente em um estado como o nosso, com extensões territoriais vastas e uma economia rural pujante”, afirmou o técnico.
Ramais: ativos estratégicos para o desenvolvimento

A recuperação de ramais como o Wilson Pinheiro, entre outros que já passaram por obras, está sendo complementada com vistorias e manutenções preventivas — uma abordagem estratégica que evita o desperdício de recursos com reparos emergenciais no período de chuvas.
Para a população rural, que por décadas conviveu com o abandono e promessas não cumpridas, as ações concretas de manutenção significam mais dignidade e valorização do trabalho do homem do campo. Afinal, são essas comunidades que, mesmo longe dos centros urbanos, mantêm vivas as raízes produtivas e culturais do estado.
Estado Mínimo, mas Estado presente
Ações como esta demonstram que o conceito de Estado Mínimo não significa Estado ausente, mas sim um Estado eficiente, coordenado e que investe em infraestrutura essencial para permitir que o cidadão possa prosperar com liberdade e segurança. A manutenção dos ramais é uma medida que respeita o esforço de quem trabalha, produz e contribui com o desenvolvimento do Acre — sem depender eternamente de assistencialismo ou de promessas ideológicas vazias.
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Com informações da SECOM/PMRB



























