Em mais um lance que confirma a estratégia de aparelhamento das instituições brasileiras, o governo Luiz Inácio Lula da Silva selou um acordo político para entregar o comando da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a interesses nada republicanos. O beneficiado é Otto Lobo, advogado apadrinhado pelo senador Davi Alcolumbre e apontado como braço direito dos interesses de Daniel Vorcaro, o polêmico dono do Banco Master.
A decisão rompe com décadas de tradição técnica na CVM, órgão responsável por policiar o mercado de capitais e proteger o pequeno investidor. Ao alçar Lobo ao topo da autarquia, o governo ignora os alertas do Ministério da Fazenda e atende ao clamor do “clã dos Batistas” e de políticos que buscam transformar o órgão fiscalizador em um “puxadinho” de seus gabinetes. O histórico de Otto Lobo na casa é alarmante: pedidos de vista providenciais e votos que contrariam pareceres técnicos para favorecer operações do Banco Master.
Para o setor produtivo e defensores da economia liberal, a mensagem é clara: a segurança jurídica no Brasil está sob ataque coordenado. Quando o árbitro do jogo passa a jogar no time de banqueiros denunciados, o livre mercado é substituído pelo capitalismo de compadrio. Essa captura institucional não apenas afugenta o capital estrangeiro, mas coloca em risco as economias de milhares de brasileiros que acreditam na imparcialidade da fiscalização.
A intervenção estatal que visa proteger “amigos do rei” é nociva à sociedade com um todo. A politização da CVM é a prova final de que o atual governo prioriza a manutenção de acordos de cúpula em detrimento da transparência e da saúde financeira do país. A conta dessa irresponsabilidade, como de costume, será paga pelo cidadão comum.
Redação | Portal Acre Conservador































