A Receita Federal informou que a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda (IR) de 2026 estará disponível a partir desta sexta-feira, 22 de maio, às 9h. Os contribuintes poderão verificar se estão incluídos no lote por meio do site oficial da Receita Federal ou do aplicativo Meu Imposto de Renda.
Os valores referentes ao primeiro lote serão pagos no dia 29 de maio, mesma data em que se encerra o prazo para entrega da declaração do IR. O pagamento será dividido em quatro lotes ao longo do ano.
Os lotes da restituição do IR 2026 estão programados para as seguintes datas: 1º lote em 29 de maio, 2º lote em 30 de junho, 3º lote em 31 de julho e 4º lote em 28 de agosto.
De acordo com a Receita, quem fez a declaração antes terá direito a receber a restituição primeiro. No entanto, alguns grupos têm prioridade independentemente da data de envio da declaração.
Têm prioridade: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
Também têm prioridade aqueles que usarem conjuntamente a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX, bem como quem usar exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optar pelo recebimento via PIX.
A declaração do IR pode ser feita online, pelo e-CAC, ou pelo aplicativo Receita Federal. O prazo para entrega começou em 23 de março e termina em 29 de maio.
A Receita Federal ressaltou que as mudanças na faixa de isenção do IR, para quem ganha até R$ 5 mil, e a redução do imposto para quem recebe até R$ 7,35 mil não têm efeito na declaração de ajuste anual de 2026, pois o ano-base é 2025.
A Lei 15.270/2025 estabeleceu novas regras que buscam desonerar a classe média brasileira. Cerca de 16 milhões de contribuintes deixam de ter o imposto retido na fonte todos os meses.
Para quem ganha R$ 4.500, a economia anual chega a R$ 2.700 extras no orçamento familiar. Para trabalhadores com carteira assinada (CLT) ou aposentados do INSS, a mudança na folha de pagamento é automática desde janeiro.
O período de ajuste anual começa em 1º de março, com incentivo ao uso da declaração pré-preenchida. Para compensar a isenção, o governo criou o Imposto Mínimo sobre rendimentos acima de R$ 600 mil anuais.
Economistas preveem que o dinheiro extra no bolso do trabalhador ajude a aquecer o consumo e a formação de reservas.
Devem declarar o IR em 2026: contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025; pessoas com rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil no ano passado.
Também devem declarar quem obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, ou realizou operações em bolsa acima de R$ 40 mil, ou com ganhos líquidos sujeitos ao imposto.
Quem teve isenção de imposto sobre ganho de capital na venda de imóveis residenciais seguida de aquisição de outro imóvel no prazo de 180 dias também precisa declarar.
Outros casos incluem: receita bruta superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; posse ou propriedade de bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025; quem passou a ser residente no Brasil em 2025.
Além disso, quem optou por declarar bens no exterior como se fossem próprios, possui trust no exterior, atualizou bens imóveis com ganho de capital diferenciado em dezembro/2025, ou auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e lucros e dividendos deve declarar.
Fonte: NSC Total































