Menu

 NÃO ESCONDEM MAIS!

Gilmar Mendes afronta separação dos Poderes

Declaração do ministro expõe visão totalitária e reforça o STF como poder acima da Constituição
Gilmar Mendes afirma que STF não aceitará pedidos de impeachment de ministros. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

publicidade

Gilmar Mendes afronta separação dos Poderes

Declaração do ministro expõe visão totalitária e reforça o STF como poder acima da Constituição

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou, em evento realizado em São Paulo nesta segunda-feira (15), que a Corte não aceitará pedidos de impeachment contra seus membros quando estes forem motivados por divergências sobre decisões judiciais.

A declaração ocorreu em um ato organizado por 11 partidos, em defesa da “soberania nacional” e contra a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Para Mendes, o impeachment de ministros não pode ser usado como “vingança política”.

“O STF não vai aceitar”, resumiu Gilmar, em tom categórico.

⚖️ A afronta à República

A fala do ministro é, em si, um acinte à divisão de poderes que sustenta a República. Ao afirmar que o STF “não aceitará” um processo constitucional que é prerrogativa exclusiva do Senado, Mendes assume, na prática, uma posição de superioridade institucional, como se a Suprema Corte estivesse acima do ordenamento constitucional e do próprio poder de controle do Legislativo.

Mais do que uma simples opinião, trata-se de uma declaração de totalitarismo judicial — uma confissão de que os ministros não aceitam qualquer limite externo às suas decisões, mesmo quando há questionamentos legítimos sobre abuso de autoridade, ativismo judicial ou extrapolação de competências.

Leia Também:  Tagliaferro expõe arbitrariedades de Moraes

📚 Contexto e comparativos históricos

Esse tipo de postura não é novo, mas tem se agravado nos últimos anos. Alguns exemplos:

  • 2020-2022 – Ministros do STF ampliaram o poder da Corte com decisões monocráticas que interferiram no Executivo e no Legislativo.
  • 2023 – O caso dos atos de 8 de janeiro levou à condenação de centenas de manifestantes, sob forte crítica internacional pela ausência de devido processo legal.
  • 2024 – Alexandre de Moraes determinou a suspensão da rede social X no Brasil, em decisão considerada desproporcional e que acendeu o debate sobre censura.
  • Outubro de 2024 – O próprio Gilmar Mendes defendeu Moraes e colocou em dúvida a validade da Lei do Impeachment de 1950, insinuando que a Corte poderia invalidá-la.
  • 2025 – A declaração atual vai além: Mendes não apenas defende seus pares, mas afirma que o STF não permitirá que outro poder exerça sua função constitucional.

🔎 Reações políticas

No Senado, parlamentares como Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Novo-CE) têm insistido na abertura de processos contra ministros, destacando o risco de ativismo judicial e a necessidade de freios institucionais. Entretanto, a prerrogativa do presidente da Casa, atualmente Davi Alcolumbre (União-AP), tem servido de barreira para o avanço dos pedidos.

Já a oposição busca alternativas, como o chamado “pacote de paz”, que inclui:

  • Anistia aos condenados do 8 de janeiro,
  • Revisão do foro privilegiado,
  • Mudança no rito do impeachment de ministros do STF, para reduzir o poder concentrado nas mãos do presidente do Senado.
Leia Também:  Câmara aprova regime de urgência para 9 projetos de lei; acompanhe

🧐 A declaração de Gilmar Mendes revela um quadro preocupante:

Judicialização do poder – O STF se coloca como instância suprema não apenas da Justiça, mas da política, assumindo papel de legislador e fiscalizador dos demais poderes.

Totalitarismo judicial – Quando ministros afirmam que não aceitarão processos previstos em lei, negam, na prática, a existência de um sistema de freios e contrapesos.

Fragilidade do Senado – O Legislativo, ao se omitir, permite que a Corte avance sobre suas competências, corroendo a democracia representativa.

📢 O episódio deixa claro que o Brasil vive um desequilíbrio perigoso entre os Poderes. O STF, ao se blindar contra qualquer forma de responsabilização, se coloca acima da Constituição, negando a essência da República e da separação de funções estatais.

Para o pensamento conservador, essa postura é inaceitável: nenhum poder pode se autodeclarar intocável. A sociedade precisa estar vigilante para impedir que a Justiça se transforme em um poder absoluto — algo incompatível com a liberdade e com a democracia que o povo brasileiro merece.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Daúzio News / CNN / Gazeta do Povo / Agência Brasil / BBC

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade