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🗞️ LIBERDADE EM RISCO

Ex-assessor acusa Moraes de manipular censura no STF

Eduardo Tagliaferro denuncia pressões ilegítimas contra conservadores e expõe bastidores da máquina de silenciamento no Judiciário
Tagliaferro expõe novas acusações contra Moraes e amplia pressão no Congresso. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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⚖️ Ex-assessor expõe bastidores da máquina de censura

Ontem, quarta-feira (24), a Câmara dos Deputados recebeu Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, em uma audiência na Subcomissão Especial sobre o Combate à Censura que promete ecoar por todo o cenário político. Tagliaferro, que já havia prestado depoimentos anteriores, agora amplia o tom: afirma que a Assessoria Especial de Combate à Desinformação, vinculada ao gabinete do ministro, praticou pressões ilegítimas contra vozes conservadoras, manipulou conteúdos e direcionou decisões “de cima para baixo” com clara motivação política.

Segundo ele, havia orientação velada para calar comentários discordantes, moldando narrativas favoráveis ao establishment judicial. A denúncia coloca em xeque a linha de atuação que Moraes tem adotado desde 2019, quando assumiu o protagonismo nos chamados “inquéritos das fake news” e passou a acumular poderes inéditos, sem controle externo, ao ponto de centralizar investigações, definir punições e até mesmo mandar prender opositores sem trânsito em julgado.

📻 O caso Jovem Pan e o padrão de perseguição à mídia

Tagliaferro também alertou que a lógica usada pelo STF e pelo MPF contra influenciadores digitais está agora sendo transposta para a imprensa tradicional. Ele citou como exemplo o pedido do Ministério Público Federal para cancelar a concessão da Rádio Jovem Pan, alegando que comentários de jornalistas em 2022 estimularam atos golpistas em 8 de janeiro de 2023.

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Para parlamentares conservadores, a investida não tem respaldo técnico e configura intimidação política. A Jovem Pan, tradicional veículo de comunicação, se tornou alvo justamente por ter aberto espaço a comentaristas críticos ao governo e às decisões do Supremo. Essa linha, segundo Tagliaferro, segue o mesmo padrão aplicado em redes sociais: monitoramento de conteúdos, relatórios sigilosos e tentativas de silenciamento de narrativas divergentes.

🚨 STF sob sigilo e acusações internacionais

O embate também remete a outro ponto polêmico: o decreto de sigilo de 100 anos imposto por Lula sobre detalhes das viagens oficiais e da primeira-dama Janja é sintoma da mesma lógica de opacidade que domina instituições. Assim como no caso das viagens, em que a sociedade é impedida de conhecer gastos, os inquéritos de Moraes também funcionam sob segredo quase absoluto, dificultando o escrutínio público.

Não por acaso, a atuação de Moraes já foi alvo de críticas internacionais. Relatórios da Human Rights Watch e da International Press Institute questionaram os métodos do ministro, alertando para o risco de erosão das liberdades fundamentais. Nos Estados Unidos, sua conduta já motivou congressistas a sugerirem sanções pela Lei Magnitsky, aplicada a autoridades acusadas de abusos contra direitos humanos.

🇧🇷  A disputa simbólica no Congresso

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A audiência de hoje insere o Legislativo no centro da batalha. Deputados como Gustavo Gayer (PL-GO), autor do requerimento, defendem que chegou o momento de impor limites institucionais ao ativismo judicial. Tagliaferro, ao expor relatórios secretos e narrar casos de censura prévia, reforça a percepção de que o Judiciário tem avançado sobre liberdades sem a devida estatura democrática.

A expectativa entre parlamentares conservadores é de que o relatório da Subcomissão recomende abertura de processos de apuração, convocação de autoridades do STF para explicações e endurecimento das normas que coíbam abusos.

🚩 Entre liberdade e autoritarismo

O depoimento de Tagliaferro transcende o relato pessoal. Ele toca naquilo que muitos consideram a raiz dos conflitos contemporâneos no Brasil: a concentração de poder em tribunais superiores que não se submetem ao voto popular, mas interferem diretamente na vida política, na mídia e até no debate público.

Se o Congresso reagir, Tagliaferro poderá se tornar uma figura de referência para a resistência democrática contra a censura institucionalizada. Se, ao contrário, prevalecer o silêncio, o Brasil seguirá mergulhado em um cenário em que a liberdade de expressão se dobra ao arbítrio de ministros togados.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência de Danúzio News / CNN Brasil / Gazeta do Povo

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