O cenário político para o Senado Federal em 2026 começa a desenhar um quadro de “vale-tudo” onde, muitas vezes, as alianças de conveniência parecem atropelar as parcerias históricas. Oito anos após a histórica “onda anti-PT” de 2018 — que encerrou duas décadas de hegemonia da esquerda no Acre — os protagonistas daquele movimento se encontram em encruzilhadas distintas.
O “Céu” de Brasília na órbita de Gladson Cameli
Diz o ditado nos bastidores que o mandato de senador é o “Céu em vida” para um político. Talvez por isso, a movimentação para garantir uma das duas cadeiras em disputa este ano esteja tão intensa. O senador Márcio Bittar (PL), que em 2018 foi alçado ao cargo no rastro da rejeição ao lulopetismo, hoje busca a reeleição sob uma nova estratégia: o alinhamento total ao governador Gladson Cameli (PP).
A pesquisa recente do Instituto Delta/TV Gazeta mostra que a estratégia de Bittar tem lógica numérica, mas levanta questionamentos éticos para o eleitor conservador. Ao se aproximar de Cameli, Bittar distanciou-se de seu antigo aliado, o prefeito Tião Bocalom (PSDB). Embora os envolvidos classifiquem o rompimento como um “desencontro de projetos”, o eleitorado mais atento percebe que a prioridade parece ser a manutenção do poder, deixando em segundo plano a unidade do bloco conservador.
Os números da disputa: o retrato de março
A corrida para o Senado, conforme o levantamento Delta, apresenta o seguinte cenário:
- Gladson Cameli (PP): 28% (Lidera com o peso da máquina estatal).
- Márcio Bittar (PL): 20,21% (Consolidado na segunda posição).
- Jorge Viana (PT): 13,62% (O símbolo do atraso tenta retornar).
- Mara Rocha (Republicanos): 8,77% (A candidata que pode ser o “fator surpresa”).
A presença de Jorge Viana em terceiro lugar é um lembrete constante: a ameaça do retorno das políticas estatizantes e do controle social ainda ronda o Acre. O Portal Acre Conservador reitera que qualquer divisão no campo da direita e do liberalismo econômico apenas abre brechas para que ideologias que combatemos voltem a ganhar força.
Mara Rocha: a força conservadora no retrovisor
Um ponto que os estrategistas não podem ignorar é o crescimento de Mara Rocha. Com quase 9% das intenções de voto e um histórico de defesa intransigente da propriedade privada e dos valores familiares, Mara representa uma alternativa para o eleitor que busca coerência ideológica acima das conveniências palacianas. Ela é o “mosquito que pode virar lâmpada”, desafiando o favoritismo dos nomes tradicionais.
O Perigo da estagnação
O fato de todos orbitarem em torno de Gladson Cameli, como “mosquitos em uma lâmpada”, é um sintoma da dependência estatal que tanto criticamos. Um senador deve ser um representante do Estado e de seus valores, não um apêndice do Executivo.
“A verdade é que, se os candidatos se sentarem sobre os números atuais e ignorarem o desejo do povo por liberdade real e independência do Estado, acabarão pelo caminho”. A eleição está longe de acabar.
Redação | Portal Acre Conservador
Foto: reprodução internet
























