CPMI do INSS expõe esquema bilionário de fraudes contra aposentados
O primeiro depoimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS trouxe à tona detalhes de um esquema fraudulento que assola aposentados e pensionistas há anos. O delegado da Polícia Federal, Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, responsável pela Operação Sem Desconto, revelou aos parlamentares que uma quadrilha se apropriou de recursos da Previdência de forma organizada e sistemática.
O depoimento, que durou cerca de cinco horas, foi fechado para preservar investigações em andamento, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o delegado pôde detalhar todos os fatos já divulgados pela imprensa, demonstrando a dimensão do descalabro.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), reforçou que a decisão do ministro André Mendonça, do STF, de liberar o delegado para falar sobre informações já conhecidas, contribuiu para que a comissão pudesse avançar em seus trabalhos com transparência e responsabilidade.
No entanto, líderes do governo tentaram minimizar o impacto das revelações. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmaram que divulgar mais detalhes poderia comprometer a investigação e prejudicar a punição dos culpados. Já o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), destacou que os depoimentos confirmam que o descalabro e a falta de compromisso se intensificaram a partir de 2023, no governo Lula.
Além do delegado, a defensora pública Patrícia Bettin Chaves, primeira testemunha a ser ouvida, relatou que os casos de fraude já existiam desde 2018-2019, confirmando que a estrutura criminosa é antiga, mas se intensificou nos últimos anos. Parlamentares alertam que o grupo criado para combater fraudes no INSS foi desfeito logo após os escândalos vir à tona, aumentando dúvidas sobre a atuação do governo na prevenção de novos casos.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) ressaltou que, embora as fraudes não tenham começado no atual governo, elas se intensificaram e ainda não está claro por que órgãos de combate a fraudes foram desmobilizados, permitindo que criminosos se aproveitassem das brechas existentes.
A CPMI do INSS promete aprofundar os trabalhos nas próximas semanas, com acareações entre ex-ministros e dirigentes de associações, visando identificar responsáveis e evitar que aposentados e pensionistas continuem sendo lesados.
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Reportagem | Portal Acre Conservador
Com informações da Agência Senado




























