📉 Um prejuízo sem precedentes
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado notificou, na segunda-feira (8), o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, sobre a abertura de uma investigação que pode revelar um dos maiores escândalos de má gestão já vistos em estatais brasileiras. Desde que Fabiano assumiu o cargo em 2023, os Correios acumularam um rombo de R$ 7,5 bilhões — o maior em mais de 300 anos de história da empresa.
O montante supera até mesmo orçamentos anuais de pastas federais inteiras:
- Ministério do Esporte (2024): R$ 2,26 bilhões;
- Farmácia Popular (2025): R$ 4,2 bilhões;
- Auxílio Gás (2025): R$ 3,5 bilhões.
O último recorde negativo havia sido registrado em 2015, no governo Dilma Rousseff (PT), com déficit de R$ 2,1 bilhões.

🏛️ A devassa aprovada pelo Senado
A investigação, conduzida pelo senador Dr. Hiran (MDB-RR), exige a entrega imediata de documentos que incluem:
- Contratos “Infinitys” com integradores internacionais (últimos 10 anos);
- Relatórios de auditorias internas desde 2023;
- Contratos de aluguel de prédios;
- Explicações sobre empréstimos bancários (2023–2025);
- Relatórios da Postal Saúde e do Postalis, fundo de pensão dos funcionários;
- Receitas de encomendas internacionais e transporte aéreo de baterias de lítio;
- Normas de prevenção a conflitos de interesse.
Além disso, o Senado acionou a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal, além das procuradorias de Justiça, para reforçar a fiscalização.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relator da apuração, não poupou palavras:
“São gravíssimas as denúncias apontadas. A investigação irá colaborar com um relatório fidedigno com as suspeitas que recaem sobre os desvios bilionários e crimes cometidos contra as diversas pessoas dentro dos próprios Correios.”
🚨 Gestão em xeque e saída sob pressão
Fabiano Silva dos Santos pediu demissão em julho, encerrando seu mandato em 6 de agosto de 2025, pressionado pelo prejuízo recorde e pela incapacidade de recuperar a estatal. Vale lembrar que Fabiano já atuou como advogado do Postalis, alvo de diversas denúncias de má gestão e corrupção em anos anteriores.
O contraste com o período do governo Jair Bolsonaro (PL) é inevitável: entre 2019 e 2022, os Correios registraram três anos de lucro, revertendo déficits históricos. Apenas em 2022, uma manobra contábil provocou déficit, mas nada comparável ao rombo atual.
Nos bastidores, a crise abriu uma disputa política: o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) busca influenciar a sucessão no comando da estatal, ao mesmo tempo em que parte do seu partido discute se deve ou não seguir sustentando o governo Lula.
💸 Um rombo comparável à corrupção do INSS
Para dimensionar a gravidade, o déficit de R$ 7,5 bilhões se aproxima dos R$ 6,3 bilhões em desvios revelados pela Operação Sem Desconto, investigada pela CPMI do INSS.
Especialistas em governança pública afirmam que a investigação pode revelar falhas sistêmicas de gestão e possíveis irregularidades, comprometendo não só a credibilidade dos Correios, mas também a confiança da sociedade na administração pública.
🔑 O debate sobre privatização retorna
Com o novo escândalo, volta à tona o debate sobre a privatização dos Correios. Durante o governo Bolsonaro, estudos avançaram nesse sentido, mas foram barrados pela resistência de sindicatos e pela oposição de partidos de esquerda.
Agora, com o rombo histórico, cresce a pressão para discutir se a estatal ainda pode ser salva sob gestão pública ou se apenas uma abertura ao mercado poderá garantir sua sobrevivência.
👉 O Portal Acre Conservador seguirá acompanhando esse caso, cobrando transparência, responsabilização e eficiência. O Brasil não pode mais sustentar estatais que servem como cabide de empregos e fonte de escândalos para governos socialistas.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Poder360 / Claúdio Dantas / Danuzio News






























