💣 Ex-BOPE alerta: o Brasil perdeu sua soberania para o crime
O ex-diretor do BOPE do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel, afirmou em entrevista ao jornalista William Waack (CNN Brasil), nesta terça-feira (29), que o Brasil vive um colapso de soberania e que o crime organizado se transformou num poder paralelo de caráter narcoterrorista.
As declarações ocorreram após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que teve como alvo chefes do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), e que escancarou a incapacidade do Estado de enfrentar facções que já dominam territórios urbanos inteiros.
🧨 “O Estado esgotou sua capacidade de enfrentamento”
Pimentel criticou duramente o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, por afirmar que a responsabilidade pelo combate ao crime no Rio seria “apenas do governador Cláudio Castro”.
“Ele foi ministro do STF e deveria conhecer a Constituição. O artigo 144 é claro: segurança é dever do Estado e responsabilidade de todos. O ministro ignora isso”, afirmou.
Segundo o ex-BOPE, vários estados já esgotaram sua capacidade operacional, e o crime passou a ocupar o vácuo deixado pelo poder público.
“Nem a polícia da Bahia tem hoje condições de entrar em favelas de Salvador. O Ceará vive uma crise humanitária ignorada pela imprensa — um êxodo urbano de guerra. Famílias inteiras estão sendo expulsas de suas casas pelo Comando Vermelho.”
🏚️ O novo crime: controle de território e exploração econômica
O especialista em segurança explicou que o crime organizado deixou de sobreviver apenas do tráfico de drogas e passou a controlar economicamente comunidades inteiras, explorando atividades cotidianas:
“Essas facções vivem da exploração do território. Controlam o sinal de internet, o gás, o cigarro paraguaio, o transporte e até o comércio local. Há extorsão sobre o açougue, a padaria e até o vendedor de churrasco.”
Pimentel relatou que, há poucas semanas, um jovem vendedor de churrasco foi assassinado em Fortaleza por não pagar R$ 1.000 de “caixinha” ao Comando Vermelho.
Esse modelo de domínio territorial e econômico, afirma ele, transforma o crime em um sistema de governo paralelo — com leis próprias, impostos informais e coerção armada.
🚧 “Barricadas são os novos muros do Estado paralelo”
Um dos pontos mais alarmantes da entrevista foi o número de barricadas erguidas nas favelas do Rio de Janeiro, que Pimentel definiu como marcos da perda de soberania.
“A Universidade Federal Fluminense estima que quatro milhões de fluminenses vivem atrás de barricadas. O BOPE retira 90 toneladas dessas estruturas por semana. Cada barricada representa um território tomado.”
Essas barreiras, segundo ele, não servem para impedir o caveirão da polícia, mas para delimitar áreas de cobrança, extorsão e controle social.
“A partir dali, o morador perde o direito ao SAMU, à coleta de lixo, ao Uber. Perde o direito de ser cidadão.”
⚰️ “Fim da soberania nacional”: o retrato do Brasil de 2025
O ex-BOPE comparou o cenário brasileiro com a Colômbia das FARC nos anos 1990, quando o governo cedeu território às forças rebeldes e depois precisou retomá-lo pela força.
“Estamos entregando regiões inteiras ao Comando Vermelho e ao PCC, como a Colômbia entregou às FARC. E isso é o fim da soberania nacional.”
Ele descreveu o caso do Ceará, onde o governo estadual, em vez de garantir segurança ao cidadão, oferece viaturas policiais para escoltar famílias expulsas de suas casas, permitindo que o crime reorganize o território à vontade.
“O Comando Vermelho te expulsa, e o Estado te ajuda a mudar de casa. Isso é o fim da soberania.”
🧩 Brasil sob o narcoterrorismo
As falas de Pimentel confirmam o que o Portal Acre Conservador vem alertando há meses: o Brasil está sob domínio de um regime de narcoterrorismo, sustentado pela omissão do Estado e pela conivência política com facções criminosas.
Hoje, estima-se que 26% da população brasileira viva sob o controle direto ou indireto do crime organizado, segundo levantamento de entidades de segurança pública.
Enquanto isso, o governo federal se nega a enfrentar o problema como uma questão de soberania nacional, preferindo culpar governadores e usar o discurso de que “traficante é vítima da sociedade”.
🧭 Um país sem Estado, refém de facções
A entrevista de Rodrigo Pimentel é um alerta contundente: o país perdeu o controle de parte de seu território, e as forças policiais estão isoladas, desamparadas e politicamente enfraquecidas.
A omissão do governo federal e o ativismo judicial que paralisa ações de segurança consolidam o que já se pode chamar de regime de permissividade criminal, em que o cidadão é refém e o Estado é mero espectador.
O Brasil não enfrenta mais apenas criminosos. Enfrenta organizações terroristas territoriais, que governam com armas e medo — e que avançam onde o Estado recua.
Reportagem Portal Acre Conservador
* Com informações de CNN Brasil.





























