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PRÊMIO INTERNACIONAL

Brasil celebra primeira laureada no “Nobel da Agricultura”

Mariangela Hungria conquista World Food Prize por inovar a agricultura sustentável e reduzir custos bilionários
Foto: Reprodução Internet

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A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, tornou-se a primeira brasileira a receber o Prêmio Mundial da Alimentação, concedido em maio de 2025 pela Fundação World Food Prize (EUA) a indivíduos que transformam a segurança alimentar global.

Sua pesquisa sobre a fixação biológica de nitrogênio — uso de microrganismos como rizóbios para fornecer nitrogênio às plantas — revolucionou a produção brasileira de soja, milho, feijão e trigo, reduzindo drasticamente a dependência de fertilizantes importados e químicos.

A tecnologia desenvolvida por Hungria hoje cobre mais de 40 milhões de hectares, gerando à agropecuária brasileira uma economia anual de até US $ 25–40 bilhões, além de evitar a emissão de mais de 180 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano.

Conquistas e trajetória

Natural de Itapetininga (SP), com formação pela ESALQ/USP, doutorado na UFRRJ e pós-doutorados em instituições renomadas como Cornell, UC-Davis e Sevilha, Hungria ingressou na Embrapa em 1982 e atua desde 1991 no núcleo da Embrapa Soja em Londrina (PR).

Com mais de 500 publicações científicas, ela idealizou tecnologias que já beneficiam milhões de agricultores e consolidaram o Brasil como maior produtor mundial de soja, saltando de cerca de 15 milhões de toneladas na década de 1980 para mais de 170 milhões atualmente.

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Impacto econômico e ambiental

Além da economia bilionária, o método de Hungria contribui para a redução do uso de fertilizantes químicos e a preservação ambiental. Segundo estimativas, o uso de biológicos reduziu as emissões de CO₂ em mais de 180 milhões de toneladas métricas por ano, tornando-se um modelo global de agricultura sustentável.

Ela também coordenou pesquisas sobre coinoculação com Azospirillum brasilense, fortalecendo raízes de culturas como milho e feijão, e recuperação de pastagens degradadas — uma frente essencial à segurança alimentar e à produtividade de áreas marginalizadas.

Símbolo feminino e legado científico

Além do mérito técnico, sua conquista é simbólica: primeira mulher brasileira a ganhar o “Nobel da Agricultura”, superando barreiras de gênero e inspirando futuras gerações de pesquisadoras. Hungria foi também a primeira mulher a presidir a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, entre 2001‑2003, e orientou dezenas de doutorandos na área de biotecnologia e microbiologia do solo.

Reflexão conservadora: soberania e livre mercado no campo

O trabalho de Hungria evidencia valores fundamentais para uma visão conservadora de valorização da vida, do livre mercado e da autodeterminação: ao reduzir custos de produção e facilitar a autonomia do produtor agrícola, sua pesquisa fortalece a soberania nacional frente à dependência de fertilizantes importados e às crises externas, sem abandonar os princípios de mercado eficiente e inovação local.

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Para acompanhar outras trajetórias brasileiras igualmente inspiradoras e analisar os avanços da ciência no Brasil — com olhar conservador, de valorização da meritocracia e autonomia — continue acompanhando o Portal Acre Conservador.

Reportagem | Portal Acre Conservador
* Com informações da Veja / Cultivar / Reuters / Folha de São Paulo / Deutsche Welle

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