O Botafogo cumpriu seu papel ao derrotar o Cienciano por 1 a 0 na noite de quinta-feira, noEstádio Nilton Santos, mas a vantagem construída pelos peruanos no jogo de ida pesou e o time carioca deu adeus à Copa Sul-Americana. O placar agregado de 6 a 1, sofrido em Cusco, selou a eliminação nas oitavas de final, mesmo com o triunfo diante da torcida alvinegra.
A equipe comandada interinamente por Rodrigo Bellão entrou em campo com uma postura ofensiva e conseguiu abrir o marcador logo aos dez minutos, com Danilo Pereira. O gol saiu após bela jogada de Álvaro Montoro, que serviu o companheiro para finalizar com precisão. A partir daí, o time da casa seguiu pressionando em busca de um resultado ainda mais expressivo, mas pecou nas finalizações.
O Cienciano, por sua vez, pouco ameaçou o gol defendido por Warleson. A equipe peruana recuou suas linhas e se contentou em administrar a vantagem obtida na altitude andina, onde aplicou uma goleada histórica. Com isso, o Botafogo teve total domínio da partida, porém esbarrou na própria ineficiência para ampliar o placar.
No primeiro tempo, além do gol, o Glorioso criou ao menos três chances claras de marcar. Arthur Cabral, em duas oportunidades, ficou cara a cara com o goleiro Espinoza, mas não conseguiu superar o arqueiro adversário. Em uma delas, o camisa 9 não alcançou a bola e o zagueiro salvou em cima da linha. Vitinho também teve sua chance, finalizando por cima do gol.
O time ainda teve um gol anulado na etapa inicial, marcado por Danilo. O árbitro assinalou toque de braço e invalidou a jogada, gerando reclamações dos jogadores e da comissão técnica alvinegra. A medida esfriou o ímpeto do Botafogo, que seguiu tentando, mas sem a mesma intensidade.
A segunda etapa começou com um lance polêmico. O árbitro paraguaio Juan Benítez marcou pênalti em cima de Alex Telles, mas foi chamado pelo VAR para revisar a jogada. Após assistir às imagens, o juiz identificou falta de Vitinho no início da jogada e anulou a penalidade máxima. A decisão gerou revolta no elenco e na torcida, que passou a vaiar os jogadores em campo.
Aos poucos, o time perdeu o ritmo e a lucidez. Os erros de passe se multiplicaram no meio-campo, e as chances de gol rarearam. O técnico interino promoveu alterações, mas o time não conseguiu retomar a velocidade do início do jogo. O desânimo tomou conta do elenco, que viu o sonho do título continental se desfazer.
A torcida, que compareceu em bom número ao Nilton Santos, apoiou o time do início ao fim, mas não deixou de demonstrar sua insatisfação. Jogadores como Medina e Danilo, destaques da equipe, foram alvo de vaias, ecoando o clima de frustração com a eliminação. O coletivo criou bastante, mas faltou eficiência no momento decisivo.
Na avaliação da partida, o desempenho individual deixou a desejar. O trio de meio-campo, formado por Huguinho, Danilo e Cristian Medina, teve atuação apagada e não conseguiu conectar as jogadas com a frente. Arthur Cabral, mais uma vez, foi muito criticado pelos gols perdidos, saindo de campo sem marcar.
Para o técnico Rodrigo Bellão, a eliminação é dolorosa, mas serve de aprendizado. Em entrevista após o jogo, ele destacou que a equipe demonstrou caráter ao buscar a vitória, mesmo diante de um placar adverso no confronto de ida. A comissão técnica já foca no confronto do Campeonato Brasileiro, no qual o Botafogo enfrenta o Athletico-PR na próxima segunda-feira, novamente em casa.
O Cienciano, por outro lado, celebra a classificação inédita às quartas de final e terá pela frente o Montevideo City Torque, do Uruguai. A equipe peruana, que surpreendeu na altitude e confirmou a vaga com a derrota por um gol no Brasil, vive momento histórico em sua participação na competição.
A partida marcou também a despedida do Botafogo de competições internacionais na temporada, restando apenas o Brasileirão no calendário. O clube busca, agora, se reorganizar para reagir no campeonato nacional e almejar uma vaga na próxima edição da Libertadores, principal objetivo do restante do ano.
Fonte: Lance




























