Numa noite para ser esquecida, o Botafogo foi atropelado pelo Cienciano por 6 a 1, nesta quinta-feira, no Estádio Garcilaso de la Vega, em Cusco. O jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana terminou com uma das maiores humilhações da história recente do clube alvinegro.
Com a derrota, o time comandado por Franclim Carvalho precisa vencer por seis gols de diferença no jogo de volta, na próxima quinta, no Nilton Santos, para avançar no tempo normal. A missão é vista como praticamente impossível.
Antes disso, o foco se volta ao Campeonato Brasileiro. No domingo, o Botafogo enfrenta o Vitória pela 24ª rodada, tentando amenizar a crise que se instaurou após o vexame internacional.
A atuação em terras peruanas foi desastrosa desde o início. Com uma escalação modificada e problemas táticos, o Glorioso pouco criou e viu o Cienciano abrir 3 a 0 antes dos 30 minutos do primeiro tempo. Succar marcou duas vezes, a segunda após falha do goleiro Warleson, e Bandiera também deixou sua marca, com direito a polêmica: o Botafogo reclamou de toque de mão, mas o árbitro equatoriano Augusto Aragon validou após análise do VAR.
O adversário seguiu dominando, e aos 34 minutos, Martinich ampliou com um golaço de longa distância, indefensável para Warleson. Era o quarto gol do Cienciano numa primeira etapa que terminou com a torcida botafoguense incrédula e a equipe peruana confortável na partida.
Na volta do intervalo, o Botafogo até tentou esboçar uma reação. Matheus Martins marcou um golaço de falta aos 3 minutos, dando uma sobrevida à equipe. No entanto, a reação parou por aí. O Cienciano seguiu explorando as fragilidades defensivas do visitante e não teve dificuldade para ampliar.
Aos 13 minutos do segundo tempo, Bandiera apareceu novamente para marcar o quinto gol. A situação ficou ainda mais caótica, sem que Franclim Carvalho conseguisse ajustar o time. As reclamações da torcida se intensificaram, pedindo mudanças que só vieram tarde demais.
O treinador botafoguense foi muito criticado, tanto pela escalação inicial quanto pela demora em fazer modificações. Enquanto o Cienciano atropelava, o banco do Botafogo permaneceu inerte, refletindo a desorganização geral da equipe.
Finalmente, aos 32 minutos, Succar, o grande nome da noite, completou seu hat-trick, abrindo ainda mais o placar. No fim, o Botafogo até conseguiu colocar uma bola na rede com Edenilson, mas o gol foi anulado.
O placar de 6 a 1 ficou marcado como uma das maiores vergonhas da história do Botafogo. O clube, que investiu pesado recentemente, saiu humilhado da altitude de Cusco após uma atuação que evidenciou inúmeros problemas.
O próprio treinador não escapou das críticas. Além do esquema ineficaz, Franclim demorou a reagir quando o jogo já estava decidido na etapa inicial. O time mostrou desequilíbrio total diante de um adversário que fez o simples e explorou as facilidades oferecidas.
Outro ponto de destaque foi a arbitragem. O lance do segundo gol peruano gerou longa paralisação, de cerca de sete minutos, enquanto o VAR revisava o possível toque de braço de Bandiera. O árbitro manteve sua decisão inicial, validando o gol e inflamando ainda mais o Botafogo.
A derrota escancara as deficiências da equipe e aumenta o desgaste em torno do projeto do Botafogo. Agora, resta ao clube administrar a crise e tentar, ao menos, dar uma resposta digna na próxima rodada do Brasileirão.
O confronto de volta está marcado para o Nilton Santos, mas o cenário é desolador. Para reverter, o Botafogo precisará de uma epopeia histórica. Até lá, a cobrança tende a aumentar sobre todos os envolvidos diretamente no fracasso.
Fonte: Lance





























