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MERCADO FINANCEIROBolsas globais sem direção única; Ibovespa dispara com IPCA abaixo do esperado e dólar recua

Ibovespa sobe 2% com inflação menor que a prevista; dólar cai para R$ 5,11, impulsionando ativos de risco.

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Os mercados financeiros internacionais encerram a semana com movimentos divergentes entre os principais índices. Enquanto investidores acompanham os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e as perspectivas de juros nas grandes economias, o mercado brasileiro registra forte otimismo.

Na B3, o Ibovespa opera com alta de aproximadamente 2%, ultrapassando os 176 mil pontos, impulsionado pela divulgação do IPCA de junho, que veio abaixo das expectativas do mercado. O dado reforça a visão de que o ciclo de queda da Selic pode continuar nos próximos meses, beneficiando ativos de risco.

O dólar comercial recua para a faixa de R$ 5,11, refletindo a melhora no apetite por ativos brasileiros. O movimento é acompanhado por uma valorização generalizada de ações, especialmente nos setores de commodities, financeiro e infraestrutura.

Entre os destaques do pregão, a Vale (VALE3) sobe após anunciar um contrato bilionário com a MRS Logística e com a recuperação do sentimento para o setor de mineração. A Petrobras (PETR4) avança com a redução das preocupações sobre uma possível interrupção na oferta global de petróleo.

Os bancos, como Itaú Unibanco (ITUB4), também registram ganhos, impulsionados pela perspectiva de inflação mais controlada e possível queda dos juros. A Azul (AZUL3) divulga seu plano estratégico para redução da alavancagem financeira até 2029, o que atrai compradores.

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Apenas a PRIO (PRIO3) figura entre os poucos papéis com leve baixa na sessão. O resultado do IPCA reforça a trajetória de desaceleração da inflação brasileira, fator positivo para empresas de consumo, construção civil e varejo, tradicionalmente beneficiadas por juros menores.

Na Europa, os mercados operam de forma cautelosa, com desempenho seletivo. Os investidores avaliam os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços da energia e as perspectivas para a política monetária do Banco Central Europeu.

O DAX alemão registra leve queda, o CAC 40 francês apresenta pequena baixa, enquanto o FTSE 100 britânico sobe ligeiramente. A cautela permanece elevada devido aos riscos geopolíticos e às expectativas para os próximos indicadores econômicos da região.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas pelo setor de tecnologia e pelas empresas chinesas de internet. O índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou cerca de 0,6%, acumulando quase 4% de valorização na semana, o melhor desempenho desde outubro de 2025.

O Hang Seng Tech também se recupera, refletindo o retorno do interesse dos investidores pelas gigantes chinesas de tecnologia. Entre os destaques, a Alibaba registrou valorização, enquanto a Tencent teve desempenho mais fraco.

O Nikkei japonês subiu aproximadamente 1,2%, e o Kospi sul-coreano disparou mais de 2,5%. Na China, os índices Shanghai Composite e CSI 300 encerraram em queda devido à realização de lucros no setor de semicondutores.

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Analistas internacionais apontam que o movimento positivo nas empresas chinesas de internet ainda depende da confirmação de resultados corporativos mais fortes nos próximos trimestres, especialmente diante da concorrência nos investimentos em inteligência artificial.

Além da inflação brasileira, o mercado global monitora as expectativas para novos cortes de juros pelo Banco Central, os próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos, as decisões futuras do Federal Reserve e a política monetária do BCE, além das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o comportamento das commodities, como petróleo e minério de ferro.

O fechamento da semana reforça um ambiente mais favorável aos ativos de risco, especialmente no Brasil, após a surpresa positiva do IPCA. No entanto, analistas alertam que a volatilidade permanece elevada, e o comportamento das bolsas continuará condicionado às expectativas sobre juros, indicadores econômicos e evolução das negociações internacionais.

Para investidores brasileiros, a combinação entre inflação em desaceleração, possível continuidade do ciclo de redução da Selic e manutenção do fluxo estrangeiro para a B3 tende a sustentar o mercado nas próximas semanas, desde que o cenário internacional não se deteriore significativamente.

Fonte: Portal do Agronegócio

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