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ACREAcre registra menor número de focos de calor em sete anos no primeiro semestre de 2026

Com 41 focos de calor entre janeiro e junho, estado teve redução de 43% em relação a 2025 e ocupa a segunda menor posição nacional, atrás apenas do Distrito Federal.

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O Acre encerrou o primeiro semestre de 2026 com o menor número de focos de calor registrado nos últimos sete anos. Segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado contabilizou 41 focos entre 1º de janeiro e 30 de junho, com base nas informações do satélite de referência do sistema. O número representa uma queda de 43% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 72 focos.

A série histórica dos primeiros semestres no Acre mostra 141 focos em 2020; 95 em 2021; 155 em 2022; 48 em 2023; 137 em 2024; 72 em 2025; e 41 em 2026. O índice deste ano é 70,9% menor que o de 2020, 56,8% inferior ao de 2021, 73,5% abaixo do de 2022, 14,6% menor que o de 2023, 70,1% inferior ao de 2024 e 43,1% menor que o de 2025.

O desempenho coloca o Acre como o segundo estado com menor incidência de focos de calor no país nesse período, superado apenas pelo Distrito Federal, que registrou 37 focos. Na Região Norte, outros estados apresentaram números superiores: Amapá (43), Rondônia (69) e Amazonas (178). Enquanto o Brasil registrou 19.462 focos de calor entre janeiro e junho de 2026 — aumento de 1% em relação a 2025, que teve 19.277 focos —, o Acre seguiu trajetória oposta, com redução expressiva.

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O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, atribuiu o resultado a ações contínuas de prevenção e fiscalização. “Esse resultado demonstra que os investimentos em inteligência ambiental, monitoramento por satélite, fiscalização integrada e fortalecimento das brigadas comunitárias estão produzindo resultados concretos”, afirmou. Ele ressaltou que o período de maior risco de queimadas ainda está por vir e que as ações serão intensificadas durante a estiagem.

Entre as iniciativas destacadas está a Operação Amburana, deflagrada em fevereiro de 2026 e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Nos primeiros sete dias, a operação fiscalizou 94 alertas de desmatamento, embargou mais de 684 hectares e aplicou aproximadamente R$ 3,4 milhões em multas.

Outra frente estratégica é o Programa de Brigadas Comunitárias nas Unidades de Conservação, instituído em 2025 e coordenado pela Sema em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre. O programa qualifica moradores de áreas protegidas para atuar na prevenção e combate a queimadas, abrangendo a APA Lago do Amapá, APA Igarapé São Francisco, Floresta Estadual do Antimary, Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório e a Área de Relevante Interesse Ecológico Japiim Pentecoste.

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Fonte: Agência de Notícias do Acre

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