A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) concluiu a entrega de 12 toneladas de alimentos para escolas localizadas em terras indígenas do município de Assis Brasil. A ação faz parte do planejamento de abastecimento de unidades de difícil acesso e mobilizou equipes da SEE, do Núcleo de Educação local, barqueiros, servidores e comunidades indígenas.
Do total, 10 toneladas foram destinadas às escolas da região do Rio Iaco, na área do Icuriã, e 2 toneladas para unidades da Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, via Rio Acre. A operação contou com o acompanhamento da coordenadora do Núcleo de Educação de Assis Brasil, Sandra Lopes, do assessor da Educação Indígena, Jaime Machineri, e do nutricionista da SEE, Henrique Lima, além da equipe de logística do Departamento de Alimentação e Nutrição Escolar (Deane).
Entre as escolas atendidas estão Betel, Kushu, Nossa Senhora da Conceição, Kaipaha, Porto Alegre, Belo Horizonte, Água Boa, Hotawakalu, Y. Himatkalu, Homha, Katahiri, São Pedro, Sete Estrelas, Manoel Rufino, São Raimundo Nonato, Tkatshi, Ushe e Hwatacha, além de Himatkalitshi, Hosha, Jorge Simão da Silva, Nova Vida, Piyakahti e Xina Vida, na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre. O quantitativo corresponde a três meses de abastecimento, com nova reposição prevista para outubro.
O secretário de Educação, Reginaldo Prates, afirmou que a ação segue a orientação da governadora Mailza Assis de fortalecer a presença do Estado nas comunidades. “Fazer educação no Acre é compreender a logística amazônica. Distância, para nós, não pode ser ausência do poder público”, declarou. Prates ressaltou que o chamado custo Amazônia precisa ser considerado em cada ação voltada às escolas indígenas, rurais e ribeirinhas, devido à necessidade de transporte multimodal e ao esforço das equipes locais.
A coordenadora Sandra Lopes destacou a importância do planejamento e do diálogo com as comunidades para garantir que os alimentos cheguem em boas condições. A entrega envolveu etapas como conferência de produtos, emissão de recibos, deslocamento terrestre, transporte fluvial e apoio das próprias comunidades para descarregamento. Escolas da região do Rio Iaco enfrentam maiores dificuldades logísticas, especialmente durante o inverno amazônico, quando o acesso terrestre se torna intrafegável.
Fonte: Agência de Notícias do Acre




























