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O FIM DA ISENÇÃO

A nova geometria do Poder e a morte da 3ª via no Brasil

A desistência de Ratinho Júnior acaba com a única possibilidade de haver um nome, minimamente, forte para representar o Centro.

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O movimento tectônico que sacudiu a política brasileira nesta semana, com o recuo de Ratinho Júnior (PSD) de uma candidatura presidencial, não é um fato isolado. É um sintoma terminal de que o cenário político brasileiro deixou de ser fluído para se tornar estruturalmente polarizado. Para o eleitor conservador, a mensagem é clara: o centro “isentão” derreteu e o país escolheu lados.

O erro de cálculo do Centro

Gilberto Kassab tentou posicionar o PSD como uma alternativa de “equilíbrio”, mas o tabuleiro já estava montado. A tentativa de equilibrar perfis tão distintos como Eduardo Leite (centro-esquerda), Ratinho Júnior (direita) e Ronaldo Caiado fracassou diante da realidade das urnas.

A saída de Ratinho Júnior é devastadora para o projeto do PSD. Ele era o único com densidade eleitoral real para furar a bolha, mas recuou ao entender que no Paraná — assim como no Acre — o palanque da direita já está consolidado e não aceita dubiedade.

A estratégia vitoriosa: Paraná e Espírito Santo como modelos

O que vemos agora é o surgimento de uma nova lógica de organização política: alianças objetivas com metas claras de poder.

  • No Paraná: Flávio Bolsonaro articulou com inteligência uma chapa robusta: Sérgio Moro para o Governo e Deltan Dallagnol para o Senado. É a direita conectada, sem improvisos.
  • No Espírito Santo: O figurino se repete. Lorenzo Pazzolini desponta como favorito ao Governo, ladeado por uma frente que une Republicanos, PP e PL. Com a possível candidatura de Maguinha Malta (filha de Magno Malta) ao Senado, a direita capixaba se prepara para fazer “barba, cabelo e bigode”.

Do outro lado, o campo do “lulopetismo” tenta se disfarçar sob siglas como PSB e MDB, mas o eleitor não é bobo. Candidatos como Renato Casagrande e Ricardo Ferraço representam a continuidade do projeto de Brasília.

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O Congresso: o verdadeiro campo de batalha

Aqui reside o ponto central que o eleitor do Acre precisa compreender: a eleição de 2026 não é apenas sobre o Palácio do Planalto. É sobre quem vai comandar o Congresso Nacional.

É no Legislativo que as reformas que defendemos — como a liberdade econômica e o fim da ideologização escolar — são travadas ou destravadas.

A organização da direita e do centro-direita hoje tem um objetivo pragmático: formar maioria e mudar a correlação de forças. O Congresso atual não responde à urgência que o Brasil exige, e a única forma de mudar isso é elegendo bancadas fortes e alinhadas.

Veredito: não há espaço para projetos isolados

A decisão de Ratinho Júnior é o reconhecimento de que o jogo mudou. Ignorar a polarização não é estratégia, é erro de leitura. Ou você se integra a um bloco com capacidade real de disputa, ou fica pelo caminho.

No ritmo atual, o Brasil não terá uma “terceira via”. Teremos dois projetos em confronto direto e um Congresso que será o verdadeiro campo de batalha. Para nós, conservadores, a escolha é entre a liberdade e a prosperidade ou o retorno ao paternalismo estatal que tanto combatemos.

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Redação | Portal Acre Conservador

Foto: reprodução internet

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