Os quatro Conselhos Tutelares de Rio Branco emitiram um comunicado à população esclarecendo que um card que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, o qual relata supostas abordagens de crianças por veículos nas ruas da capital acreana, não foi produzido ou divulgado pela instituição. A publicação utiliza a logomarca do Conselho Tutelar, mas, de acordo com a conselheira tutelar Luciana D’Avila, o material não possui fundamento nas informações oficiais disponíveis.
Segundo a conselheira, nenhum dos quatro Conselhos Tutelares do município recebeu denúncias, depoimentos ou registros de ocorrências relacionadas aos fatos descritos na publicação. “O primeiro, segundo, terceiro e quarto Conselho Tutelar de Rio Branco não reconhecem a autenticidade do card que está sendo veiculado nas redes sociais, referente ao posicionamento de carros andando pelas ruas de Rio Branco, abordando e tentando levar crianças. Nós não sabemos a procedência desse card e, oficialmente, não temos nenhuma informação de qualquer órgão referente a essa situação”, afirmou Luciana D’Avila.
A conselheira destacou ainda que, embora a publicação utilize a logomarca do Conselho Tutelar, isso não significa que o conteúdo tenha sido elaborado ou autorizado pela instituição. “Está sendo usada a logomarca do Conselho Tutelar, que é utilizada em todos os municípios do Brasil, referendando o órgão, mas a autenticidade nós desconhecemos. Não há, oficialmente, nenhuma vítima, nenhum depoimento e nenhum registro dentro do Conselho Tutelar”, esclareceu.
De acordo com Luciana D’Avila, tudo indica que a publicação seja uma notícia falsa, criada para provocar medo e insegurança entre as famílias. “Tudo indica que seja uma fake news para amedrontar, aterrorizar pais e mães e crianças. De fato, crianças e adolescentes devem ser guardados, protegidos e cuidados pelos seus pais. Mas esse card, em momento nenhum, saiu de dentro do órgão Conselho Tutelar”, enfatizou.
A conselheira reforçou que os veículos utilizados nos plantões dos Conselhos Tutelares, inclusive aos finais de semana, são identificados e possuem placas, permitindo o reconhecimento dos automóveis que prestam serviço à instituição. Diante da repercussão da mensagem, ela fez um apelo para que os moradores evitem compartilhar o conteúdo e tenham cautela com informações de origem desconhecida. “Pedimos cautela à população, aos pais, às crianças, aos adolescentes, e que não republiquem esse card, porque ele não tem fundamento”, orientou.
A representante do Conselho Tutelar também explicou que, caso alguma família presencie uma situação suspeita ou tenha conhecimento de uma possível tentativa de abordagem ou sequestro de crianças, deve procurar imediatamente as autoridades policiais para formalizar a denúncia e permitir a devida investigação. Os quatro Conselhos Tutelares de Rio Branco reiteram que não reconhecem a autenticidade do card e que não existe, até o momento, qualquer registro relacionado ao conteúdo divulgado dentro dessas unidades. A orientação é não republicar a mensagem e buscar sempre informações nos canais oficiais.
Fonte: Pref. de Rio Branco



























