O senador Alan Rick (Republicanos) liderou a segunda corrida pelo Governo do Acre, a primeira pesquisa Quaest realizada no estado para as eleições de 2026. No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Alan alcança 33% das intenções de voto, nove pontos percentuais à frente da governadora Mailza Assis (PP), que registra 24%. O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (PSDB) aparece em terceiro, com 15%.
O levantamento foi encomendado pelo Grupo Rede Amazônica e realizado entre os dias 23 e 26 de agosto. Foram feitas 804 entrevistas pessoais e domiciliares com convidados de 16 anos ou mais em todo o Acre. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa é registrada na Justiça Eleitoral sob o número AC-09106/2026.

Alan lidera cenário estimulado
Depois dos três primeiros apareceram Thor Dantas (PSB), com 2%; Dr. Luisinho (Agir), com 1%; e Eudo Raffael (PCB), que registra 0% . Outros 8% afirmam que votarão em branco, anularão ou não pretendem votar, enquanto 17% permaneceram indecisos.
Considerando a margem de erro, Alan Rick pode oscilar entre 30% e 36%, enquanto Mailza varia entre 21% e 27%. Portanto, mesmo nas hipóteses extremas da margem, a liderança de Alan permanece fora de uma situação de empate técnico com o governador.
A situação é diferente entre Mailza e Bocalom. A governadora varia entre 21% e 27%, e Bocalom, entre 12% e 18%. Embora exista próximo nos limites das margens individuais, a diferença nominal registrada pela pesquisa é de novos pontos.

Espontânea mostra disputa mais aberta
Quando a Quaest não apresenta os nomes dos candidatos e pergunta espontaneamente em quem o eleitor pretende votar, a fotografia muda.
Alan Rick aparece com 17% , enquanto Mailza Assis tem 14% . Como a diferença é de apenas três pontos, os dois estão técnicos empatados dentro da margem de erro. Tião Bocalom registra 3%, e Thor Dantas, 2%. O principal dado desse cenário é que 57% dos candidatos ainda não mencionam espontaneamente um candidato, enquanto 7% optam por branco, nulo ou afirmam que não votarão.
A diferença entre os cenários estimulados e espontâneos indica que Alan começa a campanha com vantagem quando o eleitor é confrontado com uma relação completa de candidatos, mas também demonstra que ainda existe um contingente expressivo da população cuja escolha não é cristalizada espontaneamente.

59% dizem que o voto já é definitivo
Esse grau de abertura da disputa aparece em outra pergunta feita pela Quaest.
Para 59% dos entrevistados, o candidato escolhido atualmente para o Governo do Acre é definitivo. Outros 40% admitem que ainda podem mudar de opinião até 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições.
O número é importante para a interpretação política da pesquisa. Mesmo com Alan Rick abrindo nove pontos no cenário estimulado, quatro em cada dez reuniões ainda se selecionam disponíveis para reverter sua decisão.
Isso significa que campanhas, debates, alianças, propaganda eleitoral e decisões das próximas semanas ainda têm potencial para modificar o quadro.
Alan vence todos os cenários do segundo turno
A Quaest testou seis possibilidades de segundo turno entre os quatro candidatos mais bem posicionados. Alan Rick aparece em três partes e lidera todas.
Contra Mailza Assis, Alan tem 42% a 35% , diferença de sete pontos; 10% votariam branco, nulo ou em nenhum e 13% estão indecisos. Contra Tião Bocalom, a vantagem aumenta para 48% a 27% , com 13% de brancos/nulos e 12% de indecisos. Diante de Thor Dantas, Alan alcança 60% contra 10%, enquanto 16% optam por nenhum e 14% ainda não sabe em quem vota.
Sem Alan na disputa, Mailza vence Bocalom por 43% a 27% e supera Thor Dantas por 49% a 12%. No último cenário, Bocalom aparece com 42% contra 13% de Thor.
O confronto ambiental mais competitivo, portanto, é justamente entre os dois primeiros apresentados no primeiro turno: Alan Rick e Mailza Assis.
A diferença de sete pontos nessa simulação é menor que os nove observados no primeiro turno, mas ainda coloca o senador numericamente à frente.

Governo Mailza tem aprovação superior à intenção de voto
Outro elemento relevante da pesquisa ajuda a compreender a complexidade do cenário. A Questão também falou sobre a administração estadual e encontrou 58% de aprovação ao governo Mailza , contra 24% de desaprovação e 18% que não souberam responder.
Isso cria uma situação politicamente interessante: a aprovação da administração é muito superior aos 24% que atualmente declaram voto na governadora.
Em outra forma de avaliação divulgada a partir do levantamento, 39% classificou a gestão positivamente, 36% como regular e 12% qualidades. Além disso, 53% defendem algum grau de continuidade: 19% querem manutenção do trabalho atual e 34% desejam continuidade com correções.
Para Mailza, portanto, um dos desafios da campanha será transformado na avaliação favorável do governo em intenção efetiva de voto.
Para Alan Rick, o desafio é diferente: preservar uma liderança já estabelecida enquanto passa a receber maior exposição e, consequentemente, maior pressão dos adversários.
Primeira fotografia de Quaest no Acre
O levantamento divulgado nesta quinta-feira é a primeira pesquisa Quaest de 2026 sobre a eleição estadual acreana, o que impede, por enquanto, uma comparação direta dentro da própria série do instituto para identificar crescimento ou queda dos candidatos.
Por isso, os números devem ser interpretados como uma fotografia do período entre 23 e 26 de agosto, e não como previsão do resultado de 4 de outubro.
A fotografia, entretanto, estabelece um ponto de partida bastante claro: Alan Rick inicia esta etapa da campanha na liderança, Mailza aparece como principal adversário e Tião Bocalom ocupa uma terceira posição que, neste momento, o obriga a buscar crescimento para entrar diretamente na disputa pelas duas vagas de um eventual segundo turno.
Ao mesmo tempo, os 17% de indecisos no cenário estimulado e, principalmente, os 40% que admitem mudar de voto mostram que a eleição acreana ainda possui um espaço específico para movimentação.
Existe uma vantagem. A eleição, porém, ainda está longe de estar definida.
























