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SAÚDEVacina de mRNA reduz risco de melanoma voltar em pacientes de alto risco

Estudo da Moderna e Merck indica que vacina personalizada com imunoterapia diminui recidiva do câncer de pele.

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Um estudo clínico de fase avançada conduzido pelas farmacêuticas Moderna e Merck revelou que uma vacina experimental, baseada na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), reduziu as chances de o melanoma retornar ou se espalhar em pacientes com alto risco de recidiva. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) e pode representar um avanço significativo no tratamento desse tipo agressivo de câncer de pele.

O ensaio envolveu indivíduos que haviam sido submetidos à remoção cirúrgica do melanoma. O objetivo central era verificar se a administração da vacina personalizada, em combinação com o imunoterápico Keytruda (produzido pela Merck), prolongaria o tempo até a reaparição da doença, em comparação ao uso isolado do medicamento.

Segundo as companhias, o tratamento atingiu o desfecho primário do estudo, que era justamente aumentar o período livre de recidiva. Além disso, os resultados indicaram uma redução no risco de metástase, ou seja, a disseminação do câncer para outros órgãos, caracterizando o alcance de um objetivo secundário importante.

A vacina, denominada intismeran (mRNA-4157), é fabricada sob medida para cada paciente, levando em consideração as mutações específicas do tumor removido. Essa abordagem visa estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar células cancerígenas residuais que possam permanecer no organismo.

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Apesar do entusiasmo, as empresas ainda não divulgaram dados detalhados sobre a sobrevida livre de progressão ou a sobrevida global dos participantes. As informações completas serão apresentadas em um congresso médico internacional previsto para mais adiante neste ano.

Especialistas veem com cautela os resultados preliminares, mas reconhecem o potencial da estratégia. Se confirmados, esses achados podem estabelecer uma nova opção terapêutica para melanoma avançado, que atualmente tem opções limitadas em casos de recidiva.

O estudo é mais um exemplo do avanço acelerado das terapias baseadas em mRNA, que ganharam destaque mundial com as vacinas contra a Covid-19. Agora, a mesma tecnologia é explorada como ferramenta contra o câncer, abrindo uma frente promissora na oncologia de precisão.

Fonte: ND+

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