O ouro encerrou a sessão desta quinta-feira (2) em território positivo, impulsionado por uma revisão nas expectativas sobre a política monetária americana após a divulgação de dados de emprego mais fracos que o previsto. O resultado pressionou o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro, que disputam com o metal a preferência dos investidores por ativos seguros.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro com vencimento em agosto avançou 1,1%, cotado a US$ 4.125,7 por onça-troy. Já a prata para julho registrou alta de 0,93%, a US$ 60,643 por onça-troy.
O metal operava em queda no início do pregão, mas inverteu o sinal após a publicação do relatório de empregos (payroll). O documento mostrou criação de vagas bem abaixo das projeções do mercado, embora a taxa de desemprego tenha recuado.
Com os números, os agentes financeiros reduziram a probabilidade de um aumento nos juros pelo Federal Reserve (Fed) em setembro. Apesar da diminuição, a maioria ainda aposta que um aperto monetário ocorrerá até o fim do ano. Esse cenário beneficiou o ouro, segundo a corretora Monaxa, que destacou que os dados dão motivos para acreditar que o Fed pode manter as taxas inalteradas ou até mesmo se aproximar de cortes, caso o mercado de trabalho enfraqueça ainda mais — o que também pressionaria o dólar e os rendimentos dos Treasuries, favorecendo o metal.
Na avaliação do MUFG, o ouro pode receber suporte e manter ganhos no curto prazo, se as expectativas de aperto monetário continuarem recuando. No entanto, o banco ressalta que a inflação persistente e a resiliência da economia americana “provavelmente limitam o potencial de alta” do metal. No campo geopolítico, o mercado acompanha avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto a Rússia lançou uma nova ofensiva contra a Ucrânia na madrugada.
Fonte: CNN Brasil































