Em evento realizado em Brasília nesta quarta-feira (1º), o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) oficializou o nome do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para ocupar a vice-presidência em sua chapa. O anúncio ocorre a três semanas do início das convenções partidárias, marcadas para 26 de julho, consolidando a estratégia de união da sigla para a disputa eleitoral de outubro.
Durante a solenidade na sede do partido, Kassab proferiu duras críticas ao governo federal, apontando o que classificou como ineficiência e disfunções crônicas na administração pública. Ele defendeu a necessidade de restaurar a credibilidade do Estado brasileiro perante a sociedade.
— A República está podre e os poderes estão contaminados com ineficiência, o que abala a confiança dos cidadãos nas instituições. Hoje consolidamos o projeto de mudança; vamos demonstrar que o PSD está preparado para responder às demandas da sociedade — afirmou Kassab.
Ao justificar a escolha de Kassab, Caiado destacou que a composição da chapa priorizou a capacidade de governança conjunta, rejeitando o perfil meramente cerimonial que muitas vezes caracteriza o cargo de vice-presidente.
— Você precisa montar uma chapa pensando na governabilidade. Não quero um vice apenas para posar em fotos; quero alguém para governar ao meu lado. Kassab é o vice dos sonhos de qualquer candidato. Nossa chapa é uma realidade para o povo brasileiro — declarou Caiado.
O evento contou com a presença de aliados políticos e empresariais, incluindo o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, o empresário e ex-político Paulo Octávio, o atual governador de Goiás Daniel Vilela (MDB), além de senadores e deputados da sigla. No entanto, ausências notáveis de caciques partidários, como os governadores Raquel Lyra (PE), Fábio Mitidieri (SE), Mateus Simões (MG) e Eduardo Paes (RJ), geraram questionamentos sobre possíveis rachas internos.
Kassab tratou de desmentir qualquer boato de desunião, explicando que as lideranças estavam focadas no cumprimento do prazo legal para inauguração de obras, que se encerra em 4 de julho.
— Os governadores têm apenas mais dois dias para realizar inaugurações. Não vamos tirá-los de seus estados para isso — esclareceu.
Em relação ao apoio à candidatura majoritária, Kassab antecipou que os estados terão autonomia para definir alianças e estratégias locais. Embora Eduardo Paes possa ter dinâmicas próprias no Rio de Janeiro, há expectativa de suporte à estrutura do comitê nacional.
Caiado reforçou a capilaridade nacional da chapa, citando apoios em diversas regiões: “Temos apoio no interior do Paraná, em Santa Catarina com João Rodrigues, onde estaremos amanhã. No Rio de Janeiro, Kassab esteve lá e teremos nosso comitê com Eduardo Paes. Em São Paulo, com o próprio Kassab. No Nordeste, temos senadores e deputados na Paraíba, no Ceará e em Pernambuco”.
A chapa projeta ainda uma injeção de recursos em áreas sociais por meio de cortes administrativos. A meta informada de arrecadação ultrapassa R$ 1 bilhão, provenientes da redução de subsídios e privilégios considerados desnecessários.
— O governo não conseguiu trazer transparência aos recursos públicos nem realizar uma reforma administrativa adequada. Sem esses subsídios e privilégios, poderíamos obter mais de R$ 1 bilhão para investir em infraestrutura, saúde, segurança e educação — concluiu Kassab.
Fonte: NSC Total


























