Um coletivo de católicos vinculados ao Partido dos Trabalhadores divulgou uma carta aberta na qual condena práticas de parlamentares que utilizam templos religiosos como plataforma política. O texto também acusa esses congressistas de agirem contra os interesses populares ao se oporem a pautas sociais, trabalhistas e democráticas.
De acordo com os organizadores, a manifestação surgiu dos debates realizados durante o 1º Encontro Nacional de Católicas e Católicos do PT, ocorrido na última terça-feira, dia 30. Apesar de sua origem religiosa, o grupo reafirma seu compromisso com a separação entre Estado e igreja, além de defender a liberdade de crença para todos.
No documento, os signatários declaram: “Apoiamos o Estado laico, a liberdade religiosa e o respeito às diversas tradições, assim como à ausência de fé, e repudiamos qualquer tipo de intolerância, discriminação e racismo religioso”. A carta também destaca que o projeto político do grupo se baseia na defesa da democracia, na valorização do trabalho, na garantia de direitos e na busca por uma existência digna.
Em trechos divulgados, o texto reconhece iniciativas como os programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida como conquistas para o bem-estar da população. No entanto, os católicos petistas reforçam a necessidade de aprovação de pautas como o fim da jornada 6×1 e a tarifa zero no transporte coletivo.
Conforme antecipado pela CNN Brasil, o partido evitou abordar temas delicados para setores conservadores do meio religioso, como a legalização do aborto. No início de junho, o PT já havia lançado uma carta similar voltada ao público evangélico, na qual a principal crítica também era o uso da fé como instrumento eleitoral.
Fonte: CNN Brasil



























