A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) realizaram uma visita técnica à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer a capacidade de diagnóstico da rede pública e ampliar o acesso da população a tecnologias avançadas para doenças negligenciadas. A comitiva, composta pela chefe da Divisão de Organização e Apoio Diagnóstico da Sesacre, Nair Ferreira, e pelo chefe do Complexo Laboratorial da Fundhacre, Ângelo Gabriel, reuniu-se com pesquisadores e gestores da Fiocruz para discutir novas estratégias de vigilância laboratorial e expansão de exames especializados.
Durante a programação, a equipe apresentou os resultados da cooperação já existente e propôs o alinhamento de novas ações. Segundo Nair Ferreira, a visita representa uma oportunidade para consolidar o trabalho no Acre e incorporar novas metodologias. “Mais do que conhecer experiências exitosas, esta visita fortalece uma parceria construída com base na cooperação técnica e na troca permanente de conhecimento. Tivemos a oportunidade de discutir novas estratégias, conhecer tecnologias já consolidadas e identificar caminhos para ampliar o acesso da população acreana a diagnósticos cada vez mais precisos e oportunos”, destacou.
A visita incluiu ainda o Laboratório de Leishmanioses, onde a equipe foi recebida pela pesquisadora Dra. Eliza, responsável pela implantação do diagnóstico molecular por PCR para leishmaniose na Fundhacre, em parceria com o Laboratório Charles Mérieux. A tecnologia, implementada em março deste ano com capacitação da Fiocruz Rondônia, permite diagnósticos mais rápidos e precisos. Ângelo Gabriel ressaltou a importância do intercâmbio: “Conhecer de perto os protocolos utilizados pela Fiocruz e compartilhar experiências com profissionais que são referência nacional amplia nossa visão sobre o futuro da rede laboratorial do Acre. Esse intercâmbio fortalece nossas equipes, aperfeiçoa nossos processos e nos prepara para ampliar a oferta de diagnósticos mais rápidos, seguros e precisos”.
No Laboratório de Hanseníase, coordenado pela Dra. Roberta Olmo, a comitiva debateu estratégias para fortalecer o diagnóstico da doença, especialmente pela investigação de contatos de pacientes e integração de exames como baciloscopia e biologia molecular. A abordagem visa a detecção precoce e a interrupção da transmissão. A agenda foi organizada pelo pesquisador Dr. Paulo Sérgio D’Andrea, que articulou a programação para promover intercâmbio científico. A missão reafirmou o potencial do Acre no enfrentamento de doenças tropicais negligenciadas, aproximando ciência e assistência por meio da parceria com a Fiocruz.
Fonte: Agência de Notícias do Acre



























