O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), e a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) realizaram visitas nesta semana aos abrigos que acolhem migrantes e refugiados nos municípios de Assis Brasil e Epitaciolândia. A agenda teve como objetivo acompanhar as condições de acolhimento, identificar demandas e fortalecer a assistência humanitária na região de fronteira.
Durante as visitas, foi promovida uma roda de conversa com os acolhidos, permitindo que homens, mulheres e famílias compartilhassem experiências, desafios e necessidades. O momento serviu para que as instituições possam aprimorar o atendimento e a proteção oferecidos. Atualmente, o abrigo de Assis Brasil, localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia, acolhe cerca de 50 migrantes de nacionalidades como venezuelana, colombiana, peruana e cubana. Já a unidade de Epitaciolândia, na fronteira com a Bolívia, atende aproximadamente 35 pessoas. Ambos os espaços funcionam como ponto de apoio temporário para quem ingressa no Brasil pela fronteira acreana.
Lucas Guimarães, chefe da Divisão do Migrante, Refugiado e Apátrida da SEASDH, destacou a importância do trabalho conjunto com organismos internacionais. “Juntamos várias entidades para trabalhar em ações mobilizadoras e acolhida, pois esta região é um corredor humanitário”, afirmou. Ele complementou que, após ouvir as demandas, serão feitos encaminhamentos para órgãos competentes visando regularização de documentos, serviços de saúde e suporte para quem deseja sair do estado.
A chefe do Acnur no Amazonas, Juliana Serra, acompanhou a missão e explicou o papel da agência. “Estamos nessa atividade de monitoramento e reconhecimento no Acre. Dialogamos com as pessoas acolhidas para entender seus desafios e ouvir as necessidades da população migrante e refugiada. Também explicamos os direitos que essas pessoas têm no Brasil e oferecemos proteção”, disse Serra. A visita integra a 7ª Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida, que celebra o Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) e o Dia do Imigrante (25 de junho). Em Epitaciolândia, o procurador-geral do Ministério Público Federal (MPF), Lucas Dias, e a diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes, também participaram das ações.
A fronteira acreana é uma das principais portas de entrada de migrantes no Brasil, especialmente em Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia. Devido à crise política na Venezuela, cerca de 9 milhões de venezuelanos já deixaram o país, configurando a maior crise de deslocamento da história da América Latina. O governo do Acre tem intensificado ações de monitoramento e articulação com prefeituras para assegurar uma resposta integrada, alinhada aos princípios humanitários da ONU.
Fonte: Agência de Notícias do Acre





























