Os atacantes Endrick e Ryan fizeram sua estreia em Copas do Mundo na noite de sexta-feira, contra o Haiti, e não apenas isso: os dois, ambos com 19 anos, passaram a figurar na lista dos dez jogadores mais jovens a vestir a camisa do Brasil na competição.
Endrick, que é 13 dias mais velho que Ryan, entrou aos 20 minutos do segundo tempo, substituindo Matheus Cunha. Já Ryan havia ingressado no fim do primeiro tempo, no lugar do lesionado Raphinha. Ambos atuaram com a partida já em andamento.
Endrick foi revelado pelo Palmeiras e hoje atua pelo Lyon, da França, por empréstimo do Real Madrid, da Espanha, clube que o contratou em 2024. Ryan surgiu no Vasco da Gama e foi vendido ao Bournemouth, da Inglaterra, em janeiro deste ano.
Com esses jogos, eles entraram no top 10 dos mais jovens a defender o Brasil em Mundiais. A lista é encabeçada por Pelé, com 17 anos e 235 dias na Copa de 1958. Em seguida vêm Carvalho Leite (18 anos, 1930) e Marco Antônio (19 anos e 124 dias, 1970).
Ryan aparece na sexta posição, com 19 anos e 320 dias; Endrick é o sétimo, com 19 anos e 333 dias. Completam o ranking Kaká, Müller e Humberto. A lista foi divulgada com base em dados históricos da seleção brasileira.
Enquanto isso, a situação de Raphinha ganhou novos contornos. Após a partida, o temor de uma lesão grave deu lugar à esperança: exames realizados no sábado indicaram que o atacante pode voltar a jogar ainda nesta Copa do Mundo.
Raphinha sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita e já iniciou tratamento intensivo. A previsão inicial da comissão técnica, segundo fontes da CBF, é de duas semanas de recuperação. Com isso, ele perderia o jogo contra a Escócia, em 24 de junho, e o primeiro das oitavas de final.
Se a seleção avançar, é possível que ele também seja ausência nas quartas de final. Uma nova avaliação está prevista entre 10 e 14 dias. O departamento médico se animou com o fato de Raphinha ter acordado sem dores no local, e o exame não apontou lesão mais séria.
Esta é a quinta lesão do jogador na mesma coxa direita desde setembro de 2025, sinal de que ele não conseguiu se recuperar completamente de problemas anteriores. Médicos da seleção e do Barcelona manterão contato constante para otimizar o tratamento.
O Barcelona, clube do jogador de 29 anos natural de Porto Alegre, está mais cauteloso. Os espanhóis consideram difícil que o prazo de duas semanas seja suficiente e temem que uma volta apressada durante o Mundial comprometa a carreira de Raphinha no futuro.
Fonte: O Sul




























