Menu

FICOU RADIOATIVOAliados de Lula defendem saída de Jaques Wagner da liderança no Senado

Integrantes do governo avaliam que o senador deve deixar o cargo para se dedicar a esclarecer citação no caso Master.

publicidade

Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixe a liderança do governo no Senado Federal. A avaliação é que o parlamentar precisa se concentrar na prestação de esclarecimentos sobre sua citação nas investigações do chamado caso Master.

De acordo com fontes ouvidas reservadamente, a decisão de afastamento cabe exclusivamente ao presidente Lula e ao próprio senador. No entanto, integrantes do governo admitem, em conversas privadas, que a saída poderia ter ocorrido antes, para evitar que o Palácio do Planalto fosse atingido pelo desgaste político decorrente do caso.

No governo, a expectativa é que Wagner torne públicas as explicações sobre o dinheiro encontrado em um endereço ligado ao líder governista. O montante apreendido seria proveniente de diárias não utilizadas em missões oficiais, conforme a defesa do senador.

A Polícia Federal (PF) investiga se Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master. A nona fase da operação Compliance Zero apura o suposto recebimento de R$ 3,5 milhões e um apartamento de luxo em Salvador por parte do senador. Além disso, a PF cita uma cobrança feita pelo enteado de Wagner a um gestor do Master, com a frase: “Amanhã vence os boletos”.

Leia Também:  O Ladrão e o Vira-lata: A coragem de Trump expõe a covardia de Lula com a Petrobras

Em nota oficial, a defesa de Jaques Wagner esclarece que o senador não é réu, não foi denunciado nem acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade as investigações e mantém confiança na condução dos trabalhos.

A defesa nega que o apartamento mencionado tenha integrado o patrimônio do senador. Wagner também nega atuação em favor do Banco Master ou de qualquer outra instituição financeira. Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria afirma que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. O senador Jaques Wagner reitera que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, confiante de que a verdade prevalecerá.

Fonte: G1

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade