O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (16) que seu governo está próximo de reaplicar sanções sobre o petróleo russo. A afirmação ocorreu durante a cúpula do G7, realizada na França, onde líderes mundiais discutem formas de intensificar a pressão contra Moscou em razão da invasão à Ucrânia.
Trump justificou a possível retomada das restrições mencionando que o fluxo de petróleo já foi retomado pelo Estreito de Ormuz, após o acordo com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Anteriormente, a administração americana havia suavizado temporariamente parte das sanções ao petróleo russo, permitindo operações específicas com cargas que já estavam em transporte marítimo, medida que gerou apreensão entre aliados europeus.
A flexibilização foi adotada como estratégia para evitar desequilíbrios na oferta e volatilidade nos preços globais de energia em um cenário de instabilidade no Oriente Médio, marcado por tensões com o Irã e riscos à navegação no Estreito de Ormuz, rota vital para exportação de petróleo. A autorização, originalmente válida até 16 de maio, foi estendida para 17 de junho, mantendo uma exceção limitada ao embargo imposto à Rússia desde o início da guerra na Ucrânia.
A declaração de Trump indica que o governo americano pretende reverter essa exceção em breve, retomando a pressão econômica sobre a Rússia. A medida deve ser acompanhada de perto por aliados e mercados, que avaliam os impactos na oferta global de petróleo e nas relações diplomáticas com Moscou.
Fonte: Jovem Pan





























