O técnico Carlo Ancelotti admitiu que a Seleção Brasileira não apresentou um bom futebol em sua estreia na Copa do Mundo de 2026, mas ressaltou que o resultado inicial não determina o destino da equipe na competição. O empate por 1 a 1 com o Marrocos, neste sábado (13), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, deixou um gosto amargo, mas o treinador italiano prefere manter a calma.
O Brasil saiu atrás no placar ainda no primeiro tempo, quando o meio-campista marroquino Ismael Saibari marcou aos 21 minutos. A reação veio aos 32 minutos, com um belo gol de pé direito de Vinícius Júnior, que evitou a derrota. Apesar do empate, a atuação da equipe, especialmente na etapa inicial, gerou preocupações entre torcedores e analistas.
Para Ancelotti, de 67 anos, é normal que o time não atinja o auge logo na primeira partida. “Não podemos esperar que o time seja perfeito no primeiro jogo. A Copa do Mundo não se ganha na partida de estreia”, declarou em entrevista coletiva após o confronto. O comandante afirmou confiar plenamente no elenco e destacou que o momento pede críticas construtivas, já que o torneio está apenas começando.
O treinador reconheceu as dificuldades enfrentadas nos primeiros 45 minutos, citando ansiedade, perda de posse de bola e falta de equilíbrio tático. No entanto, ele elogiou a melhora na segunda etapa e projetou uma evolução para o próximo compromisso, contra o Haiti, na sexta-feira, na Filadélfia. “O time estava ansioso, perdemos a posse e faltou equilíbrio. Foi muito melhor no segundo tempo, e vamos evoluir”, disse.
Ancelotti também destacou o esforço da equipe até o fim da partida como um ponto positivo. “A equipe lutou até o último minuto, esse é o ponto positivo. Está bem claro o que precisamos melhorar”, acrescentou. O adversário, Marrocos, foi semifinalista da Copa do Catar em 2022 e conta com jogadores de renome, como o lateral Achraf Hakimi e o atacante Brahim Díaz, o que tornou o duelo ainda mais desafiador.
O comandante italiano defendeu suas escolhas para a escalação inicial, que surpreenderam ao colocar o zagueiro Ibañez na lateral-direita e Igor Thiago como centroavante, deixando Matheus Cunha e Endrick no banco. “Quando o time não joga bem, é preciso aceitar as críticas. Acredito que a escalação inicial foi a correta”, afirmou. Sobre o próximo jogo, ele indicou que pode haver mudanças dependendo das características do Haiti, mas reiterou o objetivo principal: avançar da fase de grupos com evolução gradativa.
Fonte: Jovem Pan





























