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RELIGIÃO E POLÍTICAPT divulga carta a evangélicos e critica instrumentalização da fé em campanhas

Partido dos Trabalhadores lança documento contra o uso político da religião durante encontro nacional em Brasília.

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O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou nesta segunda-feira (8) uma nova carta direcionada ao público evangélico durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do partido, realizado em Brasília. O texto reforça a posição da legenda de combater a exploração da fé como ferramenta eleitoral.

No documento, o partido afirma que seu compromisso não se baseia no aproveitamento político da crença religiosa. O texto destaca que a fé deve ser valorizada em suas esferas espiritual, comunitária e ética, citando declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o uso de temas sagrados para obter vantagens políticas.

O evento contou com grande presença de militantes evangélicos filiados ao PT. Durante a leitura da carta, foram mencionadas leis sancionadas por Lula que facilitam a criação e o funcionamento de igrejas, além de decretos que reconhecem a música gospel como expressão cultural do país.

A carta critica a visão de que os evangélicos formam um grupo homogêneo em termos políticos. O texto ressalta que essa percepção não reflete a diversidade de opiniões existente entre os fiéis.

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Gutierrez Barbosa, coordenador do setorial intereligioso do PT e organizador do encontro, declarou à CNN que as propostas apresentadas estão alinhadas à percepção do eleitorado. Segundo ele, pesquisas internas indicam que a população rejeita candidatos que instrumentalizam a religião.

A relação com o público evangélico é um desafio histórico para Lula em eleições. Levantamentos de intenção de voto mostram que esse segmento tende a apoiar candidatos de perfil conservador, especialmente da direita. Com a aproximação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas presidenciais, a esquerda busca estratégias para conquistar esse voto.

Para 2026, o partido planeja expandir uma rede de influenciadores digitais evangélicos, intensificar o diálogo com igrejas de médio porte e consolidar uma frente ampla evangélica, que inclua pastores e fiéis de outras legendas ou sem filiação partidária.

O documento também aborda pontos prioritários para a campanha presidencial de outubro, como a ampliação de políticas de saúde integral da mulher, com ênfase no cuidado físico e mental.

Outro tema destacado é o uso de terras raras para impulsionar o desenvolvimento regional, baseado em conhecimento acadêmico e institucional, visando soberania nacional.

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O texto menciona o fortalecimento da agricultura familiar, com reforma agrária, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Plano Safra, além de políticas de primeiro emprego para jovens e ações para pessoas com deficiência, focadas em cuidado e geração de renda.

A carta também defende maior acesso da população negra ao sistema de justiça. Os organizadores afirmaram que outros tópicos do plano de governo serão detalhados em manifesto futuro. Questões polêmicas internas, como o aborto, ficaram de fora.

O encontro contou com a presença da primeira-dama Janja da Silva, do presidente do PT Edinho Silva, da senadora Eliziane Gama (PT-MA), da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), da vereadora Aava Santiago (PSB) e da deputada Marina Silva (Rede-SP), entre outras lideranças.

Fonte: CNN Brasil

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