A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPAC), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira, 2, a Operação Convergência Nacional. O objetivo é desarticular núcleos de uma organização criminosa com atuação no Acre e em outros estados.
A operação cumpriu 42 mandados judiciais, sendo 21 de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual do Juiz das Garantias da Comarca de Rio Branco. Foram presas 19 pessoas, sendo 18 em Rio Branco e uma em Epitaciolândia. As ações também ocorrem em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). Cerca de 80 policiais civis, delegados, promotores de Justiça, servidores do MPAC e policiais penais participaram da ofensiva.
As investigações, conduzidas pelo Gaeco com apoio técnico e operacional da Polícia Civil, avançaram a partir da análise de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos com lideranças da facção, incluindo um integrante do chamado “conselho” da organização. Essa análise permitiu identificar a hierarquia do grupo, seus operadores financeiros e responsáveis pela logística de distribuição de entorpecentes.
Em coletiva de imprensa, o delegado titular da Draco e coordenador da operação, Gustavo Neves, destacou a efetividade do trabalho integrado. “Esta operação representa mais um duro golpe contra a estrutura da organização criminosa. As investigações permitiram identificar integrantes que exerciam funções estratégicas na facção, possibilitando a adoção de medidas judiciais para enfraquecer sua atuação”, afirmou. O delegado Alcino Ferreira Júnior, diretor do Departamento de Polícia da Capital e Interior, representou a Direção-Geral da PCAC e ressaltou o compromisso da instituição com a inteligência policial e a integração institucional.
O coordenador-geral do Gaeco, promotor de Justiça Antonio Alceste Calil, enfatizou a importância da cooperação entre os órgãos. “Os resultados alcançados demonstram a eficiência da atuação conjunta entre Ministério Público, Polícia Civil e demais instituições de segurança. O combate ao crime organizado exige ações coordenadas e permanentes”, disse. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, podendo resultar em novas medidas judiciais.
Fonte: Agência de Notícias do Acre



























