Menu

LUCRANDO COM EBOLACEPI destina R$ 301 milhões para vacinas contra ebola

Coalizão internacional investirá em três imunizantes contra o vírus Ebola Bundibugyo, que já causou 220 mortes na República Democrática do Congo.

publicidade

A Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) anunciou um aporte de aproximadamente US$ 60 milhões (cerca de R$ 301 milhões) para acelerar o desenvolvimento de vacinas contra o vírus Ebola Bundibugyo. A cepa está ligada a uma suspeita de 220 mortes na República Democrática do Congo.

Os recursos serão distribuídos entre três grupos farmacêuticos, incluindo a Moderna. O diretor-executivo da CEPI, Richard Hatchett, afirmou à Reuters que vacinas prontas para testes podem estar disponíveis em alguns meses.

Segundo Hatchett, a possibilidade de contar com imunizantes em curto prazo pode facilitar negociações para compra e distribuição das futuras doses. Ele destacou, contudo, que o desenvolvimento de vacinas é imprevisível e que a situação atual da doença ainda é desafiadora.

A CEPI planeja investir até US$ 50 milhões nas fases pré-clínicas e nos primeiros ensaios clínicos de uma das vacinas candidatas. Se os resultados iniciais forem positivos, o financiamento também poderá ser usado para expandir a produção e avançar para estágios mais avançados de testes.

Outros US$ 8,6 milhões serão destinados a uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, fabricada pelo Serum Institute of India. Já US$ 3,2 milhões irão para um imunizante criado pela Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS (IAVI).

Leia Também:  Surto de ebola: 528 casos suspeitos e 132 mortes na África

A vacina da IAVI é administrada em dose única e utiliza a mesma tecnologia da Ervebo, da Merck, que é aprovada para a cepa Zaire do Ebola. Estudos com animais mostraram benefícios na sobrevivência dos infectados.

Mark Feinberg, diretor executivo da IAVI, disse à Reuters que várias pesquisas foram realizadas durante o surto de Ebola na África Ocidental entre 2014 e 2016, com apoio de agências dos EUA e da OMS. No entanto, ainda não está definido quem organizará e conduzirá os ensaios clínicos da nova vacina.

“Entendemos recentemente que a OMS não assumirá esse papel no futuro”, declarou Feinberg. Ele acrescentou que serão necessários “dezenas de milhões de dólares” adicionais antes do início dos testes clínicos.

Mesmo após o desenvolvimento de uma vacina, garantir que as doses cheguem às regiões afetadas será um desafio. Hatchett lembrou que cerca de 300 mil doses da Ervebo foram necessárias para controlar o surto de Ebola Zaire entre 2018 e 2020 em uma área similar da República Democrática do Congo.

Leia Também:  EUA atacam navio venezuelano ligado ao narcotráfico

Além do investimento da CEPI, a Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi) se comprometeu a destinar até US$ 50 milhões para ações de combate ao Ebola. O Fundo de Pandemias do Banco Mundial também anunciou a liberação de até US$ 220,6 milhões em doações para apoiar o enfrentamento da doença.

Fonte: ND+

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade