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POLÍTICAOs motivos da saída de Marcellão, marqueteiro de Flávio Bolsonaro

Aliados de Flávio Bolsonaro defendem reformulação na comunicação da pré-campanha, culminando na saída do marqueteiro Marcello Lopes.

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Com o avanço da crise envolvendo o caso Master e o aumento da pressão sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aliados do senador passaram a defender uma reformulação na comunicação da pré-campanha. Isso culminou na saída de Marcello Lopes, conhecido como “Marcellão”, amigo pessoal do presidenciável e alvo de críticas nos bastidores. Ele foi substituído pelo publicitário Eduardo Fischer.

O anúncio oficial veio na noite de quarta-feira, embora já circulasse a intenção de trocar a equipe de comunicação por insatisfações que se agravaram com a falta de habilidade na condução da maior crise enfrentada pelo presidenciável até agora.

Em nota, o marqueteiro afirmou que esteve reunido com Flávio em São Paulo na quarta-feira, momento em que comunicou que não poderia mais colaborar na pré-campanha à presidência. “O publicitário, que é amigo pessoal do parlamentar, decidiu, neste momento, focar na própria empresa e priorizar os seus negócios. Lopes volta para os Estados Unidos para cumprir agenda familiar”, diz o comunicado.

As viagens aos Estados Unidos foram outro foco de desgaste de Marcellão. Ele estava no país quando passaram a ser divulgados áudios de Flávio enviados a Daniel Vorcaro, o que culminou em uma crise de imagem do senador.

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Apesar da insatisfação com a forma como o marqueteiro lidou com a repercussão negativa do caso Master, uma ala do entorno do senador já demonstrava incômodo meses antes. Reservadamente, aliados avaliavam que a estrutura de comunicação era dependente do círculo pessoal de confiança de Flávio e queriam uma profissionalização da área.

O desgaste ganhou força definitiva após o caso Master atingir diretamente a pré-campanha. A avaliação interna passou a ser de que a crise expôs dificuldades da equipe em reagir rapidamente ao noticiário e construir uma estratégia unificada de comunicação.

Nos bastidores, integrantes da pré-campanha afirmam que o senador acabou sendo levado a reboque do noticiário, demorando para responder a temas que deveriam ter sido tratados antes mesmo de ele aceitar entrar oficialmente na corrida presidencial.

A leitura interna é que Flávio transmitiu insegurança política ao mudar versões sobre o alcance de sua relação com Vorcaro e sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a campanha presidencial de 2018 do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foi nesse contexto que cresceu a defesa pela contratação de nomes mais experientes do mercado publicitário e de comunicação política. Chamado para substituir Marcellão, Eduardo Fischer passou a ser visto como alguém capaz de ajudar Flávio a recuperar iniciativa política após dias sendo pressionado pelo noticiário.

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Fischer é considerado um dos pioneiros da comunicação integrada no Brasil, com campanhas como “Brahma número 1”, “Experimenta Nova Schin”, “Baby Telesp Celular” e a retomada do “Baixinho da Kaiser”. Ele também teve sociedade com Roberto Justus e acumula mais de 700 prêmios, sendo eleito cinco vezes “Publicitário do Ano” no Brasil.

Fonte: O GLOBO

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