A Amazon está avaliando de perto uma ampliação no desenho de sua malha logística na Região Sul do país, com a construção de um Centro de Distribuição em Santa Catarina. A empresa estuda implantar uma estrutura física no estado para estocar produtos localmente com o objetivo de reduzir o tempo de entrega para a escala de poucas horas.
Atualmente, o Centro de Distribuição do Rio Grande do Sul é o responsável por grande parte da entrega de produtos vendidos pela Amazon em solo catarinense. A informação foi confirmada ao NSC Total por Márcio Neves, diretor de Operações da varejista, durante o Amazon Conecta 2026, em São Paulo.
Segundo o diretor, a gigante do e-commerce avalia o tamanho do Centro de Distribuição para o território catarinense, mas os planos iniciais focam em uma operação de volume médio. Devido ao forte apelo do mercado local, a empresa descarta o formato puramente “rápido e pequeno”.
— Para Santa Catarina, dá para dizer [que] é uma capital, uma demanda absurda. Então não entra no nosso modelo de ponto rápido e pequeno. Estamos avaliando um centro de distribuição grande ou um centro de distribuição menor, com estoque médio do mínimo, que a gente pode ter no inventário, que vamos abastecendo constantemente para que a demanda local seja suprida com entregas em horas — pontua o diretor.
O plano em estudo visa reduzir o tempo de envio no estado para a escala de poucas horas. A estratégia de reabastecimento contínuo busca equilibrar a agilidade logística com uma grande diversidade de portfólio, permitindo que o consumidor regional tenha acesso rápido não apenas a itens de primeira necessidade, mas também a categorias de maior valor agregado, como eletroeletrônicos.
O planejamento de uma ampliação da varejista em Santa Catarina acompanha um movimento para pulverizar a presença da Amazon e encurtar a distância até o consumidor final. Com esse foco, a Amazon vem imprimindo um ritmo de expansão rápido, com a abertura de três novos centros logísticos por semana desde o início de 2026, e chegou a 300 centros em operação no país.
Na última década, a gigante do e-commerce já investiu mais de R$ 55 bilhões no Brasil, o equivalente a aproximadamente R$ 15 milhões por dia. Segundo a empresa, esses investimentos contemplam logística, tecnologia, computação em nuvem, serviços de entretenimento, geração de empregos, fomento ao empreendedorismo e iniciativas voltadas às comunidades locais.
De acordo com Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, os investimentos consolidam um plano global de investimentos focado em capilaridade e, acima de tudo, em tempo de entrega.
— Tudo isso para chegar mais perto dos nossos clientes e entregar mais rápido. Investimos em pessoas, a Amazon tinha um quadro de funcionários diretos e indiretos de 18 mil pessoas e dobramos, chegando a 36 mil no último ano. Isso fala um pouco por quanto a Amazon tá crescendo no Brasil — destaca Sztrajtman.
Desde o início de 2026, a empresa vem mantendo um ritmo acelerado de abertura de três novos centros logísticos por semana, demonstrando o compromisso com a expansão da presença no mercado brasileiro.
Fonte: NSC Total































